CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS VETERINÁRIAS NA COLÔMBIA

O esforço momentâneo é para tentarmos colocar em palavras, todas emoções, percepções e vivências que 85 Médicos Veterinários de 6 países diferentes viveram durante o lindo I CONGRESSO INTERNACIONAL DE MEDICINA FELINA INTEGRATIVA, organizado pela Associação de Médicos Veterinários Holísticos e Integrativos da Colômbia – AMVHIC, entre os dias 26 e 31 de Agosto de 2019, na cidade de Bogotá – Colômbia.

 

O Programa de Formação em Medicina Veterinária Sistêmica, desenvolvido pelos Médicos Veterinários Carla Soares e Ricardo Garé, esteve representado no evento com a realização de palestras, aulas e workshops vivenciais, sendo reconhecido e oficializado seu lançamento para 2020 na Colômbia em parceria com a AMVHIC.

 

Durante esses dias profundos de autoconhecimento e reconexão com a nossa própria história de vida, foram realizadas diversas dinâmicas e movimentos sistêmicos, desde constelações grandes (como a que fizemos sobre a realidade do Sistema Veterinário da Colômbia e o papel da AMVHIC), até movimentos individuais utilizando âncoras de solo, trazendo para a consciência do Médico Veterinário os processos de seus sonhos, realizações e conexões com outras consciências em prol da humanidade no planeta.

 

Exercícios sistêmicos utilizando os animais (com representantes humanos) para BIOINDICAR qual o processo mais emergencial de reconciliação com o Pai e com a Mãe do observador (médico veterinário), igualmente foi feito com resultados muito profundos e surpreendentes de autoentendimento do que faltava ser “tomado” dentro do coração para os movimentos de apaziguamento interior do profissional.

 

“Ficamos em paz quando todos do nosso sistema, tem um bom lugar em nosso coração” – Bert Hellinger

 

Para reconectar o Médico Veterinário a sua força interior e curadora, foi realizado um movimento sistêmico em dupla do profissional (como observador) e do representante de seu animal poder muito utilizado nas curas xamânicas. Colocamos  um representante para expressar através dos movimentos corporais e dos comportamentos (ex: um cachorro, uma onça, uma coruja, um dephíneo, etc), o animal de poder do médico veterinário, sendo profundamente emocionante e curador, perceber qual a força deve ser conectada a seu arquétipo, permitindo que o profissional,  contactasse com a força da espécie que se apresenta para o observador.

 

Um caso clínico foi atendido sistemicamente através de uma linda constelação, com relato de 1 felino com quadro de epilepsia. Em campo, o paciente felino apresentou-se completamente alinhado com a exclusão de filho não incluído no sistema, e com os movimentos sistêmicos e a inclusão, houve a atenuação sintomatológica do quadro neurológico.

 

Conflitos e emaranhamentos de médicos veterinários com suas empresas igualmente foram vistos através de movimentos do inconsciente do “porquê” determinada Logomarca ou nova Empresa está sem força para alavancar e entrar no mundo corporativo e de negócios. Mostrar esses “blind spots” convida o profissional investidor a “reconstruir partes internas” antes de empreender. Muitas vezes as propostas e idéias são impressionantes e fantásticas, mas existem detalhes ocultos que através dos movimentos de alma conseguimos detectar. Corrigir o apresentado, é fator determinante do sucesso futuro.

 

Ademais, movimentos do próprio sistema familiar foram trabalhados, e certamente, muito será movimentado, como verdadeiras “placas tectônicas”.

 

Terminar essa semana intensa e profunda, com 85 médicos veterinários abraçados em círculos num movimentos natural de ondulação, conectados e buscando se autoconhecer, não tem preço, não tem palavras, não há outra forma, a não ser sentir…

 

Durante todo esse processo, os médicos veterinários do Brasil (professores e alunos do programa estiveram profundamente conectados ao trabalho e ao campo morfogenético do I Congresso Internacional de Medicina Veterinária Felina Integrativa. Ao meu lado em consciência e energia, e com toda a sua força e amorosidade, Ricardo Garé – Co Founder do Programa, se conectou as atividades, dando força para que mais e mais entendimento e cura pudesse acontecer.

 

Pessoalmente, agora, fica minha mais profunda gratidão e amor, a AMVHIC, através da Presidente Dra. Paola Cardona – Presidente da AMVHIC, em nome de todos, deixo meu mais profundo agradecimento.

 

O meu coração e amor, fica igualmente conectado e inspirado aos conhecimentos, condutas e amorosidade de um grande cientista da alma, Dr. Néstor Calderón – Médico Veterinário da Colômbia, que irá escrever um capítulo para o Tratado de Medicina Veterinária Sistêmica, que será lançado no Brasil em abril de 2020. A este Ser Humano, me debruço em profunda reverência e honra.

 

Gratidão a toda equipe da AMVHIC, que não citarei nomes, para que não cometa a falha de esquecer algum. Aos colegas e amigos que se conectaram com o programa, e a minha alma. Amor a linda Comunicadora de Animais Marivi Simona (Espanha), ao Dr. Franscesc Minguell  (Espanha) e Dr. Rodrigo Fangundes (Brasil) pelos aprendizados da medicina oriental, a linda criatura sanadora Leyde Chan, que através de sua arte, trás brandura, amor e cura a todos nós.

 

Saio do solo Colombiano, profundamente honrada e com profundo respeito por tudo vi, ouvi, senti, deixei e tomei.

 

Saio deste País (Colômbia) com a seguinte sensação:

“Neste País, os Médicos Veterinários e todo o sistema disseram SIM para que o amor flua com liberdade, fluxo e consciência”.

Em nome de todos os professores (Dra. Fernanda Pereira e Dr. Maurício Grillo), e de todos os 30 alunos do curso de Medicina Veterinária Sistêmica no Brasil, desejamos que nossos caminhos encurtem e que possamos em amor e estudos, sermos um só coração.

 

 

Com amor e respeito ao Sistema Médico Veterinário
da Colômbia e a AMVHIC,

Carla Soares e Ricardo Garé

Co-Founder do Programa de Formação em
Medicina Veterinária Sistêmica no Brasil e no Exterior.
http://www.veterinariasistemica.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

I CONGRESSO INTERNACIONAL DE MEDICINA FELINA INTEGRATIVA – COLÔMBIA

I CONGRESSO INTERNACIONAL DE MEDICINA FELINA INTEGRATIVA

Organização: Associação de Médicos Veterinários Holísticos e Integrativos da Colômbia

 

Ahora que han pasado un par de días de haber concluido nuestra semana felina no podemos más que agradecer a cada persona que de alguna manera participó para concretar este sueño lindo y colectivo, este proyecto al que le pusimos el alma.

 

Fue una semana preciosa, llena de aprendizajes, llena de amigos que ahora extrañamos, llena de cariño y de apoyo, llena de miradas profundas y de mucho trabajo interno que ahora empieza.

 

Hoy vemos el resultado del trabajo arduo y constante con unos resultados maravillosos que ni nosotras mismas imaginamos, hoy vemos redes de corazones que se conectan para seguir construyendo día a día.

 

Fue una semana preciosa llena de conocimientos muy bien articulados y también un espacio de integración de roles muy valioso al tener la oportunidad de compartir y aprender de la mano con cuidadores y familias y esperamos que el resultado de esto sea lograr vínculos cada vez más fuertes.

 

Desde el corazón de AMVHIC les damos las gracias infinitas por su participación, por su colaboración, por su apoyo, por la gran respuesta y acogida que tuvo el evento, por confiar en nosotros, pero sobre todo por abrir sus corazones y compartir su historia.

 

 

Con todo nuestro cariño: AMVHIC

Contato: +57 321 4452707
Corréo: amvhic2017@gmail.com

 

 

CONSTELAÇÃO FAMILIAR COM CAVALOS – Por Dra. Silvia Calian

Vivência Sistêmica & Constelação Familiar com Cavalos

A relação terapêutica estabelecida entre nós e os cavalos é estudada e vivenciada há muito tempo e se entregar a esse contato possibilita observar o reflexo das experiências vividas por nós ao longo da nossa vida.

A Constelação Familiar com os cavalos me trouxe a certeza que essa interação é imediata e profundamente eficaz para reestabelecer o equilíbrio nas relações, a inclusão do que não foi evidenciado nos sistemas e o reconhecimento da precedência no convívio familiar.

Quando associamos esse poder terapêutico  ao campo morfogenético, nos é permitido acessar informações importantes contidas no âmbito familiar que influenciam diretamente no que somos hoje. Através de representações e imagens organizadas pelos cavalos, somos direcionados a olhar para o que nos impede de seguir a vida de forma leve e fluida.

Esses animais se colocam a serviço de uma grande Ordem.

Projetando nossas emoções e interagindo com nossa história, trazem à luz, os bloqueios emocionais que circundam as mais diversas áreas da nossa existência.
Através dos olhos e sabedoria desse grande reino, somos convidados a elaborar de uma forma mais coerente, nossas questões.

Um trabalho sensível, de conexão e reconexão com o fluxo da vida que pulsa em cada um de nós.

Seja nos movimentos individuais ou em grupo, esses animais estabelecem um contato  único com o cliente e são capazes de mostrar a ele, uma dinâmica mais harmônica e ordenada a ser experimentada.

A medicina dos animais está acessível a todos que desejem vivenciar esse recurso terapêutico breve e altamente impactante, através dos olhos amorosos dos cavalos.

Com muito amor a esse trabalho,

❤ Sílvia Calian

Medicina Veterinária;
Terapia Integrativa;
Constelação Familiar Sistêmica.

Fale comigo!
(32) 999723841
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SÍNDROME DE BURNOUT SOB A LUZ DA MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA*

*Artigo adaptado e extraído da obra original O Samurai e o Médico Veterinário (2019). Este artigo tem direitos reservados, sendo autorizado pela autora para publicação exclusiva no Boletim Técnico da Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens – ABRAVAS e no Portal Soul Vet.

RESUMO

A abordagem sistêmica sobre Síndrome de Burnout foi profundamente apresentada na obra O Samurai e o Médico Veterinário, através de estudos sistêmicos observados ao longo de quase 20 anos, aonde são apresentados os aspectos do inconsciente coletivo da classe médica veterinária que tem corroborado de forma oculta para o adoecimento dos profissionais.

Palavras-Chave: eutanásia, visão sistêmica, mindset, constelações, autoconhecimento

 O estresse é uma síndrome definida tecnicamente por muitos cientistas, mas alguns deles serão destacados aqui. Em 1867, um francês chamado Claude Bernard abordou como fisiologista que era, os mecanismos neuroquímicos do estresse em suas pesquisas. Claude Bernard era da Universidade de Harvard e aprofundou-se no funcionamento da homeostase e da estruturação celular.

Nesta condição iniciática foi possível preparar o terreno para novas pesquisas, percebendo-se que o estresse é condição multifatorial e idiossincrática; estabelece-se quando o organismo perde ou amplifica sua capacidade de respostas a um ou mais fatores exógenos de origem física, química, emocional e/ou espiritual.

Hans Seyle foi um pesquisador canadense que deu sequência às bases doutrinárias da fisiologia, descrevendo o estresse como uma Síndrome de Adaptação Geral, estado de alarme, resistência e exaustão. Deste clássico generalista, derivou-se a Síndrome de Burnout, que é uma condição de estresse; porém, relacionado às questões laborais. Herbert Freundeberg em 1970 foi um psicólogo familiar e psicanalista, e o primeiro pesquisador a citar o termo Burn out (= consumir-se por completo).

Freundeberg traduziu Burnout como uma condição de esgotamento, de “queimar-se = esgotar-se” por completo. Perder as energias e forças perante a uma situação de estresse crônico. O Código Internacional de Doenças (C.I.D) classifica Burnout no Grupo V – CID-10. O International Stress Manegement Association (ISMA) descreve o Brasil como o segundo país com os maiores índices de estresse, e, em especial Burnout que é uma subcategoria, não por ter menos importância, mas por ser especificamente relacionada às questões dos trabalhadores (laborais).

Médicos Veterinários têm sido acometidos pela Síndrome de Burnout por diversas razões. Condições de trabalho, carga de estudos, dificuldades relacionais e interpessoais, falta de foco, baixa capacidade relacional no ambiente laboral, relação com a dor do animal e da família, eutanásia legalizada, dificuldades sociais, questões psíquicas da formação do profissional, culpa, medo de errar, e diversas questões são fatores elencados no desencadeamento desta síndrome.

Porém, antecedendo a todas estas questões na Medicina Veterinária, Burnout é apenas a ponta de um grande iceberg. É a parte adoecida de um “câncer sistêmico” que pode ser mostrado e sentido facilmente em movimentos sistêmicos.  A ausência de nossas bases existenciais, e de alma, é fator que nos conduz a caminhar como todos, e com isso, nos perdemos e nos fragilizamos. Nossa pobreza de autoconhecimento permite que nos coloquemos de forma já fragilizada dentro de um sistema completamente adoecido, que de forma execrível e descriteriosa, só potencializa nossas dores e nossas questões.

O estado crônico de Burnout, somado à ausência e à desconexão de nossa alma/coração, com a dificuldade imperiosa que temos de descer do altar emantado que nos colocamos como profissionais de saúde, dificulta ainda mais nosso reconhecimento e humildade em pedirmos ajuda, o que nos leva à difícil e desesperada tomada de decisão, que é o suicídio. Assim, também, eram os Samurais. Trabalhadores incansáveis dos Imperadores, que lutaram até as últimas guerras físicas, em condições primitivas de embate, e de tão exaustos, e já sem se perceberem com outras qualidades de alma, cometiam, por honra, o suicídio.

Mais uma vez, os sincretismos aparecem, e, com isso, cabe-nos uma profunda reflexão para que possamos mudar este quadro, pois, a cada perda humana, o sistema veterinário todo é afetado, como num Efeito Borboleta – “butterfly effect”, como uma pedra jogada em um lago aparentemente calmo.

Sabe-se que um suicídio afeta sistemicamente a vida de muitas pessoas ao redor, e pelas estatísticas e estudos atuais de psicólogos e terapeutas que estudam o suicídio, pelo menos 50 pessoas ligadas ao suicida são atingidas.

Essa visão sistêmica do adoecimento e morte dos Médicos Veterinários e estudantes precisa ser questão abordada desde a família até as instituições de ensino. Mas sem que nos coloquemos em um local de vítima, é necessário que façamos a nossa percentagem ativa de trabalho interno. Com isso, nosso trabalho interior de pacificarmos nosso orgulho e ego deve ser tão tenramente iniciado, com disciplina, autoamor e atenção.

Mais ainda, deve partir do próprio Ser em querer se conhecer e se fortalecer. Sem essa querência, estaremos maquiando os nossos passos com artificialidades e distrações existenciais. E assim, Burnout e Suícidio estarão em nossas sombras ocultas não desenvolvidas e não acolhidas. Não adianta querermos uma nova realidade para nossa medicina, se não fizermos as mudanças internas necessárias que somada às mudanças internas do outro, sustentem a nova condição.

Paralelo a estas questões contemporâneas, mas não somente ocidentais, é necessário que possamos falar sobre as emoções dos Samurais e o quê os levavam ao estresse. Samurais eram proibidos e treinados para não expressar nenhuma emotividade. Eles tinham esse autocontrole na dor, no medo, na fome, nas alegrias e conquistas coletivas e pessoais. Essa inexpressividade dos Samurais os tornaram seres sofridos internamente. Eles cultivavam habilidades muito difíceis para como se manter num estado de alerta com inimigos reais e imaginários, eles ainda em estado de alerta demonstravam calma, e mais ainda, demonstravam profunda confiança.

Estas características são o que nos doutrinam nas instituições de ensino de medicina humana e medicina veterinária. Demonstrar nossas emoções, medo, fragilidades, é sinal de incompetência técnica. Mas será? Será que se formos mais humanos e gentis, nossos conhecimentos técnico-científicos desaparecem? Isso é um grande sinal de alerta de adoecimento da alma. Inexpressividade é nos autoignorarmos numa parte muito importante do nosso Ser.

Sem expressividade não podemos extravasar amor, raiva, medo, e se nesta ordem a doença surge, então, estão instaladas as doenças de cunho emocional/mental e por fim, as debilidades e inoperâncias físicas.

Os Médicos Veterinários e os Samurai sem expressividades, podem até vencer lutas e batalhas, mas sucumbirão, mais cedo ou mais tarde de suas próprias dores emocionais e de alma. Se não houver um treinamento contínuo de nossos processos internos tão quanto os treinamentos cirúrgicos e de habilidades médicas, estaremos igualmente negligenciando uma parte muito importante de nós e de nosso sistema: nosso interior.

Se colocarmos neste caso Burnout e Suicídio na Medicina Veterinária sob o ponto de vista da Visão Sistêmica, precisamos fazer uma verificação para detectar e/ou fazer-se revelar porque nós, Médicos Veterinário, estamos profunda e inconscientemente identificados com a ausência, ansiedade, depressão, isolamento e alinhamento com a morte.

Eu não teria essa resposta neste momento, pois estamos abordando Burnout sob a luz de uma ciência fenomenológica e epistemológica. Contudo, podemos observar a “repetição” da expressividade dos campos morfogenéticos, e o que estamos detectando através da Visão Sistêmica são as exclusões. Muitos “atores” estão excluídos do sistema veterinário, incluindo a nós próprios, os tutores, e nossos malfeitos e etc.

Podemos ainda verificar o sentimento e sensação do inconsciente coletivo da classe Médica Veterinária com muita culpa. Carregamos muita culpa.

Essa culpa inconsciente, advêm de uma variedade imponderável de situações pertinentes aos Médicos Veterinários, mas sinto que por termos a AUTORIZAÇÃO LEGAL e poder da vida e da morte com relação aos animais, quer seja através da eutanásia e/ou do abate, pesquisas com animais, essa dor dos animais nos impregna de toda forma, nos tornando “culpados”, mesmo perante a Lei dos Homens.

Obviamente temos um conflito interno: nossa mente é autorizada por códigos humanos que nos habilitam e permitem a retirada da vida, muitas vezes até de forma banal em instituições. Numa outra polaridade e nível de entendimento, uma outra parte nossa que é a alma, atua sobre outras forças, nos colocando numa posição dividida da mente racional e nosso coração verdadeiro. Desta forma, há um crônico desgaste entre nossa mente e nossa alma, e mesmo que neguemos tal condição, a dor e a culpa se infiltram de forma oculta em nosso inconsciente, que soterrado pelas tarefas diárias, não nos permite o acesso. A negação, é, portanto, causa primária dos obstáculos de cura sistêmica.

O que cito no parágrafo acima, é difícil de compreender e mais ainda, difícil de compreendermos como atos coletivos (ainda que legais), possam afetar sistemicamente a alma de todos que os pertencem à classe. Mas afeta, e de forma inconsciente, vamos arrastando nossos sofrimentos na profissão, sem conseguirmos perceber a causa base do que nos infringe de forma oculta. Quando estudamos mais amíude a Teoria Geral dos Sistemas, descrita pela primeira vez em 1925 pelo biológo austríaco Ludwig von Bertalanffy, e conseguirmos compreender que partes isoladas funcionam em prol de um todo, a exclusão de quaisquer umas das partes (sejam pessoas, emoções, animais, pensamentos, eutanásias, abates, etc), compromete o funcionamento do todo, buscando se contrapor naturalmente a visão reducionista e mecanicista. Não podemos explicar o complexo de forma simples, e tão pouco explicar sistemicamente situações pertinentes a Medicina Veterinária de forma cartesiana.

Assim, é óbvio que questões sociais, familiares, econômicas e laborais desencadeiam Burnout e Suicídio, mas creio que a compensação que nossa alma clama por milhares de anos de induções a morte, nos faz alinhar de forma inconsciente nesta direção, nos causando por compensação, identificação e honra aos mesmos sofrimentos de dor e morte, que causamos ao outro, um caminhar nesta direção.

O sistema para funcionar em prol do todo, solicita de forma sutil a compensação das “perdas” para se equilibrar, e assim, nos exigirá ao menos ressignificar nossa jornada com relação a nossa percepção aos seres humanos e aos animais.

“Enquanto houverem exclusões e o trabalho laboral da eutanásia e abate for exercido de forma desconectada de nossos corações, o sistema nos cobrará de forma irrefutável o nosso olhar, quer seja reverenciando (honrando) nosso passado, quer seja melhorando o olhar da Medicina Veterinária, quer seja nos fazendo sofrer até que sejamos capazes de ver que a nossa morte é uma compensação ao sistema pelas forças ocultas de exclusão, medo e culpa que nos impele a cada dia de trabalho”- Carla Soares.

 O Médico Veterinário necessita integrar sua mente inconsciente à sua mente consciente de sobrevivência (ego), para deixar de sentir os vazios existenciais, e se integrar a sua alma com a mesma destreza que os Samurai se integram às suas espadas. A conexão, é, portanto, o caminho.


O Inconsciente coletivo da classe Médica Veterinária, suas idealizações e os traços de psicopatia

Quando uma criança adora animais e diz: quero ser “doutor” dos animais, ela crê que a base da Medicina Veterinária é amar os animais, sobretudo, incondicionalmente. Nossos pais creem nisso, nosso inconsciente crê nisso, nosso sistema educacional e de formação acadêmica, também, pois institucionalizam as ideias dos atos heróicos e juramentados que devemos ter em nossa rotina clínica diária.

Em contribuição a este amor equivocado de incondicionalidade, as empresas de medicamentos, vacinas e rações vendem seus produtos baseados em imagens e propagandas subliminares de médicos veterinários felizes abraçando seus pacientes animais. Mas o que nós desconhecemos é que quando um jovem decide que seu ofício é ser “médico dos animais”, ele opta porque não gosta de se relacionar com seres humanos, em uma espécie de “psicopatia” inconsciente e coletiva.

Segundo a revisão de literatura de Davoglio, et al.; 2012, existem psicopatias com nomenclaturas bem codificadas de comportamentos com traços de alterações externalizados, como por exemplo: comportamento infantil, impaciência, fugas, roubos, e outros, e alguns comportamentos internalizados, que é o nosso foco principal aqui, aonde as pessoas podem apresentar quadros de depressão, solidão (isolamento), ansiedade, antisocialização e, por fim, algumas psicopatias crônicas.

A questão do inconsciente coletivo dos Médicos Veterinários, é que além do perfil antissocial, percebem-se os traços depressivos e ansiosos que podem de fato, serem importantes e levarem os estudantes e profissionais, à casos psiquiátricos de grande relevância para a classe. Quando uma pessoa escolhe ser Médico Veterinário, ela inconscientemente, não percebe que já possui traços depressivos e de isolamento social, buscando se refugiar e se aninhar em meio a natureza, aos sítios e aos animais.

Em uma perspectiva sistêmica e em meus estudos, tenho verificado que:

“Movimentos de Amor, interrompidos com pai e mãe na infância, e que se repetem durante a vida em relacionamentos de todas as formas, acabam por ser direcionados aos animais, que como canais, estimulam a nossa prática e expressividade de amor. Quando nas constelações sistêmicas veterinárias, olhamos grandes “obsessões de amor-cego” por parte de tutores e médicos veterinários aos animais, é porque esse Amor não está bem equilibrado, honrando e fluindo para nossos Pais”. Carla Soares

Todas essas questões levantadas neste capítulo, são os pontos nevrálgicos do inconsciente coletivo dos Médicos Veterinários, que em geral, e se não em sua grande maioria, são as somatizações psíquicas de pessoas que passaram por grandes traumas (muitos não têm acesso consciente a estes traumas), como abortos na família, perdas traumáticas, abusos de diversos tipos, punições, e outras formas de agressão que podem ter permeado à ancestralidade e infância/adolescência dos Médicos Veterinários.

Muitos destes traumas, quando não olhados e acolhidos, podem conduzir as pessoas ao uso abusivo de drogas e álcool, bem como levar aos mesmo à quadros de profunda depressão, instabilidade e suicídio (Davoglio, et al.; 2012), quadro este, repetidamente destacado nas estatísticas mundiais.

Essa fragilidade histórica e do inconsciente do psiquismo dos Médicos Veterinários, fazem com que esta escolha laboral esteja plenamente identificada e projetada no “amor incondicional” aos animais, excluindo e fragilizando ainda mais os processos de aprimoramento e desenvolvimento das possibilidades relacionais intraespecíficas, que são exigidas dos Médicos Veterinários, tão quanto as suas destrezas cirúrgicas e terapêuticas. Os traumas da infância, da adolescência e o aspecto transgeracional, provavelmente, permeiam terrenos muito profundos do inconsciente dos Médicos Veterinários, que em algum momento, buscam o refúgio e o aconchego junto ao convívio com os animais, que são seres “curadores” inatos”.

Escolher conviver e/ou trabalhar com animais não é sinal patognomônico de personalidades disfuncionais, depressão e adoecimentos psíquicos, mas quando há um sentimento de desidentificação com a mesma espécie (Homo sapiens), aqui no sistema veterinário, representado pelos próprios colegas, tutores/famílias, então, podemos considerar que essa posição/função dos animais em nossas vidas pode ser analisada como um possível subterfúgio ao duro trabalho de termos que corrigir nossas imperfeições e acolhermos nossas dores de alma.

A dor inconsciente e emocional presente na psicosfera soterrada dos pretendentes a Médicos Veterinários já é pincelada em características como timidez, insegurança, sentimento de rejeição, medo, fragilidades, dificuldades relacionais, sociais e sensação de abandono, empurrando-os de forma magnética a buscar o aconchego e a identificação com seres de outras espécies, como os cães, gatos, equinos. Um traço fortíssimo, já descrito na Síndrome do Burnout, é a despersonalização e desidentificação (falta de empatia TEMPORÁRIA) com seres da própria espécie. Esse traço inconsciente já vem sutilmente instalado na “criança” veterinária. Essa desidentificação temporária por estresse em Burnout, não é igual a desidentificação por Transtorno de Personalidade (Psicopatias ou Transtorno de Personalidade).

 Após tratamento, um paciente com Síndrome de Burnout consegue reestabelecer seu fluxo de amor ao próximo (humano), enquanto que, em Mentes Psicopáticas, esse fluxo de amor não é possível, porque neste transtorno de personalidade há um impeditivo genético do sistema límbico que leva à má conduta, e até o presente momento, não se tem conseguido sucesso em tratamentos, sobretudo, por não ser considerado doença, e sim, uma personalidade.

Como o Dr. Sérgio Lobato, bem colocou em seu prefácio na obra O Samurai e o Médico Veterinário, a frase jargão da Medicina Veterinária é: “Gosto mais de bicho do que de gente”.

Ou seja, já entramos na Medicina Veterinária, buscando, de forma inconsciente, refúgio para as nossas dores e as nossas dificuldades para lidar com nossas imperfeições que são facilmente espelhadas pelos tutores (que são nossos clientes) e pelos colegas (nossos pares), mas que não são primariamente estimuladas no convívio exclusivo com os animais.

O que acontece, quando, nós, Médicos Veterinários, mergulhamos na realidade do exercício profissional é que nossos castelos idealizados de areia são facilmente destruídos, porque, na verdade, nós temos é que lidar com a nossa própria espécie, sendo os animais, apenas a ponte entre você e o outro.  Resolver questões clínicas, cirúrgicas e de adoecimento dos animais não são demasiadamente difíceis, porque os conhecimentos são acumulativos e técnicos, nos exigindo habilidades mentais e manuais.  Porém, quando lidamos em nossos consultórios com as famílias já adoecidas buscando também soluções para as dores da própria alma e não somente para as doenças clínicas de seus animais, é quando nos deparamos com as nossas próprias questões internas, nas quais muitas vezes, não conseguimos olhar e não sabemos lidar, porque não estamos habilitados em nossas questões emocionais e de alma.

Em detrimento de todo o apresentado, a Medicina Veterinária, além de lidar com as questões médicas de vida e morte dos animais, ainda têm o agravante de ter a permissão ética e jurídica de proceder com o ato da Eutanásia.

O Ato Médico Veterinário da Eutanásia, mesmo com indicações para os casos terminais de profunda dor e sofrimento dos animais, causam a médio e longo prazo, sequelas sistêmicas e inconscientes de dor e culpa em nossas consciências/almas, tornando-nos muito vulneráveis às questões da vida e da morte, e mais ainda, banalizando a eutanásia como procedimento último, por sermos novamente inábeis, em lidar com o sofrimento dos animais e de seus tutores (Insight ocorrido durante uma Constelação Familiar em Brasília/2018). Num ato de “desespero”, somos autorizados a retirar a vida de um Ser, porque aprendemos as técnicas médicas que interrompem a vida e aumentam o abismo de ligação, elo e empatia com os tutores, que se apoiam com suas muletas, neste ato findável, como fuga de suportar as suas próprias dores e incapacidade que possuem de ver a morte de forma natural.

Não pormenores, esses traços característicos da profissão Médica Veterinária, são afrontas à alma dos estudantes e profissionais, que dessensibilizados e sem empatia com a vida, são autorizados a verem a morte induzida como uma possibilidade e demanda natural. Se analisarmos sistemicamente quantos milhões e milhões de animais são eutanasiados por médicos veterinários/família/ciência, estamos num efeito cumulativo de “culpa insconsciente”, que vêm afetando a posteriori, as gerações mais novas, que felizmente já tem começado a questionar.

Se, em nossas formações de base não conseguirmos enxergar a morte de uma outra forma, estaremos só alimentando o medo de nos deparar frente a ela, trazida por pacientes-animais conectados às suas famílias desesperadas. Todas essas questões, que são trazidas pelos tutores aos médicos veterinários e vice-versa, agravam ainda mais as questões inconscientes das dores emocionais do profissional e também dos tutores, as quais não são revisitadas e acolhidas com apoio de amigos, família, psicólogos, terapeutas e médicos. Em uma outra polaridade de rotina clínica, jovens veterinários saem das academias de ensino e se deparam com um mercado profundamente díspare e equivocado da realidade Acadêmica, sendo os animais apenas elos entre os médicos veterinários e os tutores, seus verdadeiros clientes.

Estudantes saem das instituições treinados e habilitados para lidar com um órgão/sistema, um sintoma e suas diversas terapêuticas e abordagens, mas não são treinados para lidarem com o sistema familiar no qual este animal esta profundamente identificado por amor e, em geral, ocupando uma posição completamente equivocada na família, ao suprir demandas emocionais de vazios e desequilíbrios familiares.

Sob esse ponto de vista de uma medicina mais moderna e consciente, os animais podem ser considerados fortes bioindicadores de desequilíbrios sistêmicos, quer seja no âmbito do sistema familiar ao qual está inserido, quer seja no âmbito do sistema médico veterinário. A pergunta primária deve ser: o que estes animais/pacientes estão me dizendo/trazendo? Somente uma lesão? Ou um quadro sistêmico familiar? Ou melhor ainda, o que esses animais estão me trazendo para ser olhado em mim?

Aprendermos e estudarmos essas perspectivas que estão em nosso sistema veterinário, é um dos importantes passos para que possamos interromper as sucessivas dores de alma no inconsciente dos Médicos Veterinários, podendo, talvez, diminuirmos, assim, os índices de depressão e suicídio entre estudantes e colegas, uma vez que, para ser um radar clínico sistêmico teremos que inevitavelmente, nos olhar em primeiro lugar.

Assim e somente assim, talvez, possamos decidir “SER” Médicos Veterinários de forma consciente, e desse modo, nossas escolhas estarem pautadas em um amor genuíno pelo próximo, e, também, mas já não mais exclusivamente, pelos animais.

E como lidar com esses padrões de adoecimento quando estes são observados sob o ponto de vista sistêmico?

Existe solução? Sim. Contudo, essa perspectiva parte de um trabalho individual atento e continuado, que somado a outros trabalhos individuais sustentarão às novas perspectivas. A busca pelo autoconhecimento e uma nova programação de mentalidade progressiva (Mindset), fortalece as bases internas para o mínimo de relação harmônica e empática entre o Médico Veterinário e a humanidade. Os animais por identificação representam nossas dores e padrões bons e adoecidos, mas, como dito anteriormente, são potenciais bioindicadores de equilíbrios e desequilíbrios, que devem ser analisados e estudados quando são vistos sob o ponto de vista clínico sistêmico.

Para que o Médico Veterinário compreenda estas questões sistêmicas, e consiga se refugiar em si para iniciar seus processos de ressignificação de seus propósitos e a forma ao qual ele desenvolve seus trabalhos, ele precisa quebrar suas deficiências relacionais e sociais internas, para quê, assim, e somente assim, consiga se inserir de fato num sistema veterinário oxigenado e inovador.

Esse adoecimento do Médico Veterinário é uma epidemia de desidentificação com o sistema pleno e consigo próprio; ele é composto por seres humanos individuais, pares, famílias, empresas, e por fim, pelos animais, que se tornam apenas um dos elos os quais ligam todos os seres humanos, rumo a uma cura e a um entendimento mais profundo e mais completo. Estar inserido no sistema veterinário é pertencer a ele de fato, sem ilusões e crenças. Essa sensação de pertencimento só ocorre se houver conexão/rapport profundo e verdadeiro entre as pessoas.

Assim, os promissores candidatos às vagas de Médicos Veterinários devem, a partir de agora, partir da premissa que se desejam verdadeiramente esse ofício precisarão amar a si mesmo e por consequência natural, ao próximo. Deverão ter postura e treinamento de verdadeiros guerreiros pacificados, praticando os caminhos de ética, do amor e da relação dos grandes Samurai Japoneses.

Ser Médico Veterinário, no Terceiro Milênio é ser médico da vida, amando as pessoas e cuidando dos animais. Sem esse amor aos seres humanos e o cuidado consigo próprio, sucumbir-se-á exausto em meio a campos de batalhas criados pela desconexão do seu coração e do verdadeiro sentimento de compaixão.

Compaixão não é dar gratuitamente. É ter empatia, consolo e compreensão com o próximo. Compaixão não é arrefecer equívocos ou “passar” a mão na cabeça de tutores, fragilizando ainda mais as dores das pessoas que se colocam como vítimas e sofrem por décadas e gerações nesta condição.

“Assim, a Medicina do Terceiro Milênio exigirá do indivíduo profundas mudanças internas, para que assim, possa primeiramente pertencer sem dissociações e sem distorções à sua própria espécie: a espécie humana”.

 Carla Soares

Essa sensação consciente de pertencimento é que permitirá a cura sistêmica da Medicina Veterinária. Não que as demais espécies sejam menos importantes, contudo não são as que nos espelharão nossas falhas e imperfeições que precisam ser aprimoradas enquanto espécie humana.

Os animais, por fim, e neste estágio em que nos encontramos, só nos mostrarão o amor.

“Percebo em meus atendimentos, palestras e conversas com os Estudantes e Médicos Veterinários, que em geral o perfil da “criança” veterinária apresenta um movimento interrompido de amor na infância, e os animais passam a ser válvulas de escape para que esse amor volte a ser expresso, entregue e drenado do coração para outrem, sendo os animais esses receptáculos projetivos e incondicionais de amor. Ademais, é necessária também nossa atenção social, que as escolhas de lidar com animal e vê-lo sofrer de forma fria, e a não empatia com os tutores, pode ser um forte indício de traços psicopáticos.

Entretanto, quando atendo em grupos sistêmicos estudantes e Médicos Veterinários, tento facilitar que essa entrega amorosa interrompida, seja compartilhado com os pais humanos da família de origem, aliviando um tanto a alma das pessoas e também dos animais, que passam a não terem mais emoções projetadas de “eu não sei viver sem você”.

Com isso, podemos amar muito os animais, sem seguir o Ofício de Médicos Veterinários, bem como podemos ter nossas lutas internas e diárias sem cometer o suicídio como os Samurais. Os sentimentos precisam ser instruídos e educados, tão quanto a nossa mentalidade fixa e limitada (mindset fixed) para uma mentalidade progressiva e de profundo crescimento (mindset crowed).

 

Referências e Citações

Daolio, J, Rigoni, A C C, Roble, J. Corporeity: the legacy of Marcel Mauss and Maurice Merleau-Ponty. Posições. 2012; 23(3).

Davoglio, T R, Argimon, I I L Avaliação de Comportamentos antissociais e traços psicopatas em psicologia Forense. Avaliação Psicológica. 2010;  9: 111-118.

Davoglio, T R, Gauer, G J C, Jaeger, J V H.; et al. Personalidade e Psicopatia: Implicações diagnósticas na Infância e na Adolescência. Estudos de Psicologia, 2012 17(3): 453-460. Setembro-Dezembro.

Dweck, C S. Mindset: a nova psicologia do sucesso. São Paulo. Objetiva; 2017

Freudenberger, H J. Burn-out: o alto custo da alta realização. 1980; Serviços psiquiátrico, 32(5):353-354.

Hellinger, B. A simetria ocultado amor. São Paulo. Cultrix; 2006.

Hellinger, B. No centro sentimos leveza: conferências e histórias. São Paulo. Cultrix; 2006.

Hellinger, B. Constelações familiares: o reconhecimento das ordens do amor. São Paulo. Cultrix; 2017

Hellinger, B. Ordens do Amor: um guia para o trabalho com constelações familiares. São Paulo. Cultrix; 2017.

Pizzatto, B. Constelações familiares na advocacia: uma pratica humanizada. Joinville. Manuscritos Editora; 2018.

Silva, A B B. Mentes perigosas: o psicopata mora ao lado. São Paulo. Principium; 2014

Soares, C A. O Tao Te Ching aplicado à medicina: uma interpretação médica dos ensinamentos de Lao Tse sobre o caminho e a virtude. Brasília. Editora Uniceub; 2018

Soares, C A. O Samurai e o médico veterinário. Brasília. Editora Uniceub; 2019

Valio, M R B. Síndrome de burnout e a responsabilidade do empregador. São Paulo: LTr; 2018

 

 

 

 

QUANDO OS OLHOS FALAM SOBRE O AMOR E SOBRE O RECONHECIMENTO DOS SERES

 

Segue abaixo um breve relato de uma tutora de 2 cachorros, sendo que um deles fora diagnosticado com lipidose corneal e, durante a constelação sistêmica, revelou-se a função dessa “doença” dentro do sistema familiar.

Gostaria de compartilhar impressões minhas fruto da constelação do meu cachorro B1*, das constelações sistêmicas que assisti e participei como representante e do Gato Dud*, que fugiu e “que queria ser livre”.

Primeiro quero dizer que sinto o B1 se alimentando melhor. Não vejo “frescura” antes de ele comer. Ele está mais tranquilo. Procuro deixá-lo mais à vontade também, já que ele disse (no campo) estar sobrecarregado. Em relação ao Be*, me sinto mais apaixonadinha por ele.

Alre*, meu marido, me acha mais próxima dele. Ainda não tive a oportunidade de conversar com minha mãe sobre o segredo de família, sobre o medo que o Be traz para ser olhado.

Ao mesmo tempo dias após a constelação da El* e da Prin*, sonhei com os meus cachorros. No sonho eu e meu esposo morávamos em um apartamento e os cachorros não podiam viver conosco, mas sim num “espaço pet” do prédio. Era um lugar que tinha atividades voltadas aos cachorros, mas eu sentia dificuldade em estar com eles.

Certo momento nos reencontramos e foi tão lindo, B1 me abraçou e me levantou pro alto com um lindo suspiro. Que conexão a nossa! Acordei emocionada e refleti durante o momento do banho o porquê da presença dele em nossas vidas.

Lembrei de um vídeo que abordava a vinda dos animais para nossos lares e a relação da chegada dos bichinhos  com as exclusões. Logo me veio à mente: Batman chegou até nós no momento da doença de meu pai. Assim que pensei isso lágrimas vieram junto com a água que descia do chuveiro.

O caso do gatinho Dud também me fez pensar muito. A tutora disse que o Dud queria ser livre e que ele refletiu a liberdade dela própria. Novamente refleti sobre os olhos do B1. Ontem o levamos à oftalmologista para acompanhamento da lipidose corneal e a médica disse que o olho está mais opaco, disse também que “o caso dele piorou”.

Ela pediu exames para ver os triglicerídeos, glicose, procedimentos padrão, mas algo na fala dela me fez pensar. Ela esclareceu que com a mudança dele para uma alimentação natural e depois novamente para a ração o corpo dele reagiu. “O que ele tem é sistêmico” – ela afirmou. Eu entendi tudo o que ela havia dito e sim, logo em seguida fizemos todos os exames, mas uma palavra dita por ela me chamou a atenção: “sistêmico”  Pensei: “Tá aí! É sistêmico mesmo!”, não só do ponto de vista fisiológico, orgânico, mas também considerei o que me fora apresentado quando das constelações com pessoas humanas e não humanas.

À noite, em casa, me veio à mente minha relação com a minha irmã. Ela é quase 5 anos mais velha que eu e sinto que ela nunca gostou de mim. São 2 anos e meio sem nos falarmos. Em resumo – meu pai faleceu e desde então questões emocionais vieram à tona. Muitas dores e curas foram trabalhadas desde então. Mas ainda não falo com ela nem ela comigo. Sempre fui atrás dela, agora não quero mais. Não quero, não como antes. Quero uma relação de transparência.

Pois bem, quando pensei que gordura serve para proteger, refleti: “Qual a função da gordura nos olhos do B1? O que não quero ou não consigo ver na relação com minha família e por isso a gordura cobre a córnea dele? Se os animais possuem os 5 sentimentos básicos como amor, alegria, raiva, tristeza e medo, será que por lealdade e identificação com nosso sistema B1 está espelhando minha raiva, meu medo?”

E mais, pela linguagem do corpo, doenças nos olhos podem representar coisas que não queremos ver seja por ressentimentos ou mágoas.

Falei tudo isso ao meu esposo com uma força que juro que ainda que a lipidose do B1 seja fruto de uma questão biológica, tem algo aí, o campo informou algo que transcende uma análise puramente biológica.

Neste sentido, caminho para não apenas “cuidar” da visão de meu querido B1, por meio da orientação alopática e clínica que tão importante é, mas também para me trabalhar no sentido de entender meu papel dentro de meu sistema familiar; de compreender as origens de sentimentos e emoções que perpassam meu ser.

Ao mesmo tempo, começo a refletir sobre a relação estabelecida com a médica veterinária oftalmologista que há quase 3 anos acompanha o B1 e a nós também. Nas consultas seguintes após a constelação de B1, fui de coração aberto seja para uma possível evolução da lipidose corneal ou não de nosso cachorro. Não coloquei a responsabilidade na médica, pois ficou claro que ela também faz parte dessa dinâmica, de algum modo que está além de meu entendimento, mas que faz sentido ao “sistema”.

O curioso é que a opacidade da córnea não evoluiu e a consulta foi leve tanto para médica, tutores como para o B1. Com muita emoção, digo que respeito a Dra. Ac*, reconheço toda a formação acadêmica, bem como a experiência profissional dela, assim como a honro como ser envolvido nesta teia.

Por fim, com a experiência das constelações sistêmicas veterinárias espero continuar neste processo de conviver com nossos animais, de ouvi-los, de ampliar minha compreensão sobre minha família, entendendo que a “doença” fala conosco e que amorosamente podemos dar a ela voz e assim crescermos enquanto seres humanos.

 

Grata sou à Vida, grata sou ao momento atual do planeta Terra que está acolhendo as abordagens integrativas dentro da medicina humana e não humana, grata à Dra. Carla Soares pela sensibilidade e profissionalismo ao conduzir estes eventos fenomenológicos e grata ao meu Be, que, de resgatado, em verdade, resgatou nossos corações.

Para esse pequenino fica, quem sabe, um próximo texto – pois a presença dele traz mais que amor e aprendizados, traz uma mensagem de meu querido pai, agora em outro plano.

Estou numa postura de abertura e reverenciamento ao que vier.

Assim é.

Kílvia Bernardes Cunha em 18/7/2019.

** Nomes fictícios para preservar a identidades dos envolvidos.

 

 

O CAMINHO SE FAZ CAMINHANDO: RESSIGNIFICANDO A MEDICINA VETERINÁRIA

Primeiramente, gostaria de agradecer o convite da Médica Veterinária Carla Soares, a quem eu tanto admiro, por me convidar a fazer um depoimento do meu processo de despertar dentro da Medicina Veterinária.

Aos demais, sou Médica Veterinária e venho aqui no portal Soul Vet contar sobre uma experiência que passei recentemente. Meu objetivo neste depoimento não é de forma alguma fazer alguma denúncia e sim falar para vocês sobre a importância da saúde mental na veterinária.

Me formei em 2018.2,  e logo fui aprovada na Residência Veterinária de Patologia Animal em outro estado, escolhi ir, por achar que estabilidade financeira e porque precisava sair de casa.

Aos poucos fui observando coisas com as quais eu não concordava, como a maneira de lidarem com eutanásia dos animais, como algo banal; e principalmente, a falta de interesse em unir a Patologia Animal com a Clínica Médica, como por exemplo, a velocidade em que se levava para entregar o diagnóstico de uma biopsia, a importância do diagnóstico para o animal, e a falta de instrução sobre que conduta o clínico poderia seguir a partir do nosso diagnóstico.

Afinal um setor deveria fortalecer o outro, pois o propósito é salvarmos a vida daqueles animais, não é mesmo?

Esses fatores foram me consumindo, e aos poucos refletindo na minha saúde mental e física. Inicialmente, comecei a ter episódios curtos e diários de crises de ansiedade: sensação de falta de ar, aceleração de batimentos cardíacos, suor frio, vista escurecida e crises de choro.

Alguém aí ja foi para o banheiro do trabalho para chorar? Provavelmente sim, se não, ja segurou esse choro.

Com o passar do tempo as crises de ansiedade passaram dos 30 segundos, para 3 horas, com tonturas, picos de pressão alta e episódios de vômito. Fora isso eu também tinha insônia, o que já é um problema há anos, mas piorou nesse período.

Eu levantava e me arrumava chorando para ir trabalhar.

E foi aí que eu despertei “o que é que eu estou fazendo? Meu corpo está tentando me parar de todas as formas, eu preciso escutar minha mente.”

Tomei coragem e falei para os meus chefes, eles já haviam reparado a minha falta de produtividade e o meu mal-estar. Então entrei com afastamento psicológico por 15 dias.

Eu já havia iniciado a terapia assim que me mudei de cidade, já que era uma mudança muito drástica para mim, então ela já vinha acompanhando esses meus episódios de ansiedade e frustração. Fui diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada.

Durante esses 15 dias, eu despertei sobre quem eu realmente era, sobre a minha essência, alguém que não é só a Médica Veterinária, mas que ama dançar, ama desenhar, tocar violino, fazer yoga, mas eu estava vivendo somente para ser Veterinária e ainda não concordava com decisões do meu ambiente de trabalho.

Foi necessário entrar com medicações para os sintomas da ansiedade, para a insônia e até para episódios de depressão.

Assim que retornei desses 15 dias, eu já me sentia mais calma e decidida: não é isso que meu coração quer e que a minha essência espiritual busca. Então ao retornar, pedi desligamento da Residência, mas digo a vocês, foram 3 meses de estresse exacerbado para mim.

Muitas pessoas permanecem na Residência por pressão de todos ao redor, por questão financeira, somente para ter uma especialização, e não por paixão. Claro, que muitos veterinários realmente amam aquilo que fazem e dão seu sangue na Residência por algo que realmente acreditam.

Agora, fazem 15 dias que estou desligada da Residência e desempregada, tomei a decisão de me jogar no incerto, que medo isso dá não é? Mas ao mesmo tempo, que paz.

As coisas estão começando a fluir, uma delas foi reencontrar a Carla Soares, ser acolhida por ela, e decidir fazer o curso de Medicina Veterinária Sistêmica http://www.veterinariasistemica,com.br, que é compatível com este momento que estou (se você não viu sobre entra lá no youtube do reikI veterinário (http://www.reikiveterinario.com.br e veja o vídeo: Veterinários do Terceiro Milênio).

Com essa história eu tenho alguns pontos para vocês:

  1. Façam algo que vocês acreditam, que seja apaixonado(a), aquilo que realmente te instiga e te motiva
  2. Não esqueçam da sua essência, nós não somos somente nossa profissão, nós somos seres complexos com diversos propósitos e paixões.
  3. Escutem a si mesmos, o que seu corpo te fala? O que sua mente está te pedindo? Podemos recomeçar sempre.
  4. Por fim, cuidem da sua saúde mental e física, não tenham medo de buscar terapia e de recorrer à psiquiatria. Nosso cérebro também é um órgão não é? Que também pode adoecer e precisar de medicamentos para voltar a seu reequilíbrio funcional.
Espero ter contribuído de alguma forma com vocês, agora que percebi o quão vulnerável estamos na veterinária, um dos meus propósitos é acolher outros da profissão e de outras profissões se for possível.

Gratidão pela oportunidade e muita luz para o coração de vocês.

Com amor,

Dra. Maira Escobar
Médica Veterinária
@maiirabe
maira.esc@hotmail.com

CURSO DE NUTRIÇÃO FUNCIONAL PARA CÃES E GATOS

Curso Nutrição Funcional Para Cães saudáveis e dietas terapêuticas com abordagem em Felinos é uma formação incrível e indispensável para os médicos veterinários e zootecnistas atuais.

Querido colega, quer aprender comigo a elaborar planejamentos nutricionais de forma prática e bem equilibrada para seus pacientes (saudáveis ou com alguma patologia) e com isso agregar valor a sua consulta?

A Nutrição vem ganhando força a cada dia e ainda existem muitas cidades sem um profissional dessa área!

Com tanta informação na mídia sobre Nutrição animal, muitos tutores tem procurado por profissionais com essa especialidade, buscando oferecer uma alimentação mais saudável e natural para seu Pets, que são verdadeiros membros da família!

Eu, Carolina Sant’Anna, venho convidar a você, meu colega de profissão, a  aprender sobre essa área incrível e cheia de possibilidades.

Você também poderá  atender pacientes de esportes, pacientes debilitados, pacientes que participam de exposição de beleza e porte, atender pacientes internados e muito mais!

Teremos aulas exclusivas de como elaborar um cardápio  de forma manual e também como utilizar o melhor programa Nutricional para pets: o Funcional Pet !!! Além de tudo isso, o alunos terão como tirar dúvidas ao vivo e também pelo WhatsApp!

Ainda querem mais??? Claro que simmmm e pensando em vocês, eu decidi presenteá-los com  o meu E-BOOK EXCLUSIVO que elaborei com muito carinho, pensando nos nossos pets e em como reduzir o uso de petiscos industrializados para eles.

Dessa forma, você pode enviar os cardápios para seu cliente com algumas receitinhas como um presente para o pet dele!!!

Eu já faço isso e é um SUCESSO ABSOLUTO!!!

 

Quem poderá participar desse curso??? Meus queridos colegas médicos veterinários e zootecnistas que já se interessam pela área de nutrição animal e que pensam no bem estar dos seus pacientes. Ou até mesmo para os que já trabalham com Nutrição!

Também é indicado para estudantes de graduação em Medicina Veterinária ou zootecnia, que esteja nos últimos anos da graduação.

Para maiores informações: http://www.vetgourmet.com.br
Com profundo carinho,
Dra. Carol Sant’Anna
Médica Veterinária

LIVE SOBRE ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS 17/05 as 10h

Olha, vai ser incrível nosso encontro no dia 17 de maio de 2019 as 10 horas no Canal do Youtube do Reiki Veterinário http://www.reikiveterinario.com.br

Espiritualidade dos Animais através de uma Visão Sistêmica? Será?

Um momento aonde, eu (Carla Soares), estarei em São Paulo para várias atividade de palestras e workshops, mas terei um momento de aconchego com a equipe fantástica do REIKI VETERINÁRIO.

Neste encontro, Ricardo Garé (Diretor do Site Reiki Veterinário), Bruna Miranda e Tathiana Carlovich e eu, estaremos reunidos para que possamos compartilhar nossas experiências, nossos estudos, nosso olhar sobre a consciência (espiritualidade) dos animais.

Será que existem pontos de vista diferentes? Será que os animais tem alma? Será que eles voltam a conviver com a gente? Qual o Papel dos animais em nossas vidas? Eles aprendem e escolhem o destino deles? Uauuuuu….são tantas dúvidas né? 

Sim, mas estamos todos buscando um entendimento através de estudos, e práticas. Existem algumas técnicas que ajudam neste entendimento, visão sistêmica, Reiki e comunicação animal são algumas. Mas será que outras técnicas ajudam? Vamos saber melhor no dia 17 de Maio de 2019 as 10h.

A Ciência Fenomenológica é algo maravilhoso, e é algo tão incrível, que vários pesquisadores médicos veterinários estão desenvolvendo trabalhos extraordinários na área em diversas áreas do Brasil, como é o caso de alguns que podemos citar rapidamente Dra. Pétuli Consentini, Dra. Juliana Belé, Dr. Eduardo Lobo, Dr. Claúdio Yudi e o Dr. Gabriel Titan, que tive a feliz oportunidade de conhecer recentemente em seu belíssimo trabalho com o Canal ALMA PET COM GABRIEL TITAN, e pelo Instagram @canalalmapet.

Cabe uma linda lembrança que devemos honrar com muito amor, dos Médicos Veterinários Pioneiros em estudos da Espiritualidade com Dr. Marcel Benedetti (in memoriam) e a neurocientista da USP Dra. Irvênia Prada.

Assim, estudos e pesquisas vão acontecendo e se conectando para um bem maior. Um bem de amor e de abundância. E mais ainda, um momento aonde conseguimos ter o entendimento e a dimensão do nosso papel no planeta, e junto, ao nosso lado, dos animais!

Até o Dia 17 de Maio de 2019 as 10h no link canal Reiki Veterinário ou pelo site http://www.reikiveterinario.com.br

 

Um Forte e carinhoso abraço

Dra. Carla Soares
Médica Veterinária Sistêmica
Diretora do Portal Soul Vet
Co-Founder do CURSO DE FORMAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA NO BRASIL E NO EXTERIOR

 

CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP

No dia 14 de abril de 2019, a cidade de São José dos Campos – SP recebeu as Constelações Veterinárias Sistêmicas através do imenso carinho e dedicação da Dra. Juliana de Souza – Médica Veterinária da The Cat Shop e parceiros, que reuniram tutores e médicos veterinários para um encontro lindo e profundo através das Constelações Veterinárias.

 

As Constelações Sistêmicas Veterinárias foram conduzidas por mim, Carla Soares – Médica Veterinária Sistêmica, e de todas as histórias e almas que me conectei, posso sem medo de errar, dizer que EU fui uma grande beneficiada dos entendimentos que ocorreram no campo quântico das constelações.

 

Mais, ainda, minha alma ficou profundamente aconchegada ao amor e acolhimento que tive na cidade de SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, desde a recepção amorosa, até aos cuidados amorosos de todas as mulheres guerreiras e batalhadoras que conheci. Durante minha visita a cidade de São José dos Campos, eu estava passando por um processo muito intenso de tomada de consciência da minha vida, e estava com muita tosse e quase sem voz, e pude ser cuidadas por estas mulheres fantásticas com chás, ervas, amor e conexão. Assim, e desta forma, consigo sentir uma transformação em nichos, aonde as mulheres se unem e cuidam de suas feridas antigas de anos e anos que nos permitimos a violência.

 

Quando tenho a oportunidade do universo, de ter as experiências de amor e conexões verdadeiras com MÉDICAS VETERINÁRIAS & SUAS HISTÓRIAS, consigo ver uma movimentação de amor e união em nossos sistema ancestral de dor e no sistema que escolhemos laborar que é a Medicina Veterinária.

 

Desta forma, e mais do que tudo, quero deixar registrado meu mais profundo agradecimento pelo amor, acolhimento e confiança que tiveram comigo e com minha missão através das constelações.

 

Gratidão em especial, a Dra. Juliana de Souza, médica veterinária de felinos, que desenvolve um trabalho lindo com acupuntura, fitoterapia chinesa, florais, ozonioterapia e é proprietária da Clínica The Cat Shop, por sua sensibilidade e pela possibilidade da minha alma ter se conectado com a sua.

Até breve SÃO JOSÉ DOS CAMPO!!!!

Dra. Carla Soares
Médica Veterinária Sistêmica
Co-Founder do I Programa de Formação de
Medicina Veterinária Sistêmica no Brasil e no Exterior

http://www.veterinariasistemica.com.br

 

 

 

 

 

 

CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS VETERINÁRIAS EM JUIZ DE FORA – MG

É com imensa alegria que a cidade de JUIZ DE FORA – MG recebe pela primeira vez as Constelações Sistêmicas Veterinárias com a Médica Veterinária Sistêmica Dra. Carla Soares – Co-Founder do I PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA NO BRASIL E NO EXTERIOR, junto ao Dr. Ricardo Garé – Diretor do Site Reiki Veterinário http://www.reikiveterinario.com.br

 

Esse encontro incrível acontecerá graças aos esforços e dedicação da Elisabeth CostaSampaio, proprietária do COSTASAMPAIO PUG BOUTIQUE E ALGO MAIS…e da CÃES E TRILHAS – SOCIALIZAÇÃO ANIMAL. O encontro acontecerá no dia 28 de Julho de 2019, as 14h no Auditório do Shopping Independência.

 

A possibilidade da formação de um campo quântico de trabalho na Cidade de Juiz de Fora, abre importantes espaços para o desenvolvimento de uma Medicina Veterinária humanitária, conectada e amorosa, aonde tutores, estudantes, médicos veterinários, empresários da linha Pet, poderão ter contato como o trabalho do profissional sistêmico que desenvolve os trabalhos profundo e mais ainda, terem contato com as alegrias e dores inerentes a alma humana e dos animais.

 

A beleza deste trabalho, é a possibilidade de tomarmos conhecimento de nossa própria história de vida, e buscarmos um entendimento e apaziguamento de questões que possam estar “ocultadas pela mente inconsciente – nosso self 2”, e que quando trazidas para a mente cognitiva/consciente, possibilitam que o amor volte a fluir, trazendo leveza nas relações humanas, através de ordens, hierarquias, pertencimentos e equilíbrios entre o dar e o tomar que são estabelecidos nos campos quânticos das constelações. Este reestabelecimento sistêmico nos coloca numa posição de como devemos perceber nossas relações com os animais, e o quão de expectativas depositamos neles.

 

Um trabalho lindo, profundo e com base em muito amor e ética. Gratidão ao Universo por esta conexão, em especial a Reikiana Rosa Soares (DF), que fez o link entre as pessoas para que esse momento pudesse acontecer.

 

Parabéns aos parceiros COSTASAMPAIO PUG BOUTIQUE E ALGO MAIS…e a CÃES E TRILHAS – SOCIALIZAÇÃO ANIMAL, pelo convite e abertura para falar de forma consciente sobre nossas verdadeiras relações com os animais.

 

Um abraço fraterno em todos os Mineiros

Dra. Carla Soares
Diretora do Portal Soul Vet
Médica Veterinária Sistêmica