A PERCEPÇÃO E O CORPO: UM BREVE RESUMO PARA OS ALUNOS

Trabalho escrito e autorizado para publicação pela Médica Veterinária Sistêmica Janaina Kudlawiec Chulik

Médica Veterinária, aluna do Programa de Formação de Medicina Veterinária Sistêmica no Brasil e no Exterior – Turma I /2019 – SP

Contato: jana.chulik@gmail.com

Formada em Medicina Veterinária pela PUC-PR/2011

 

DEFINIÇÃO DE PERCEPÇÃO

Dicionário:

Ação ou efeito de perceber, de compreender o sentido de algo por meio das sensações ou da inteligência: percepção do sofrimento, do clima.

Etimologia (origem da palavra percepção). Do latim perceptio.onis, “compreensão”.

Juízo consciencioso acerca de algo ou alguém: é necessário entender a percepção do certo e do errado.

A ciência considera a percepção, como algo distinto da sensação, embora a relacione por meio da causalidade estímulo-resposta, sendo assim a percepção o ato pelo qual a consciência apreende um dado objeto, utilizando as sensações como instrumento.

Do ponto de vista tradicional, tanto a filosofia antiga, como a filosofia moderna, no sentido mais clássico, consideravam a percepção como um auxiliar muito precário do conhecimento, ou até mesmo alguma coisa que só vinha atrapalhar o processo cognitivo.

Porém, esta situação veio a ser revista a partir do século 20, principalmente através do autor Merleau-Ponty, que escreveu o livro Fenomenologia da Percepção, em 1945.

Merleau-Ponty, possuindo uma concepção fenomenológica da percepção, tendo como inspiração principal Edmund Husserl (um dos precursores da Ciência Fenomenológica) e seus estudos sobre os fenômenos, diz que, o pensamento e a percepção são incorporados. Não existia somente a experiência mental, mas, também a experiência corporal.

 

 Mente e corpo não são entes separados, mente e corpo são partes de um único sistema.

Merleau-Ponty,  mostra que, a percepção não pode ser reduzida a um conjunto de impressões como faz o empirismo, e, nem a um julgamento que anima os sentidos, como faz o intelectualismo.

 

As sensações são uma reconstrução da reflexão que pensa.

 As sensações estão sempre ligadas a percepção.

 Percepção é vivência.

 É a relação entre o sujeito com o mundo ou a natureza, uma maneira de o homem ser no mundo anterior a qualquer teoria.

 Toda percepção é uma forma de estabelecer sentido.

 

Merleau-Ponty diz:

 

“O meu corpo é o meu ponto de vista sobre o mundo. E a percepção é a introdução do corpo no mundo”.

 

As sensações iniciam o processo de captação da realidade. Primeiro, capta os estímulos, depois você começa a categorizá-los, distinguí-los de outros estímulos, começa a percebê-los de fato.

Seu estudo o levou a explorar o conceito de membro fantasma, onde o indivíduo sente o membro amputado, sendo o corpo não uma máquina, pois se fosse não sentiria esta parte ausente.

Nosso órgão sensorial de captação magnética é a glândula pineal. A regulação da captação magnética encontra na pineal o seu órgão sensorial. Ela transforma o estímulo em neuroquímica.

Por magnetismo vem a informação e neuroquimicamente você expressa isso no corpo, através de uma emoção de dor, calafrio, arrepio, etc.

Bert Helinger diz que a compreensão só pode ser obtida com a observação e a percepção.

Por que então a percepção é importante para o médico veterinário sistêmico?

Visão sistêmica tem foco na percepção, do que a família não está vendo e na comunicação intuitiva.

Percepção é estar presente. Quando não estamos presentes, não nos damos conta, passam muitas coisas do ambiente, do lugar onde estamos, da nossa postura.

Como está o seu corpo agora?

 Você consegue percebê-lo?

Pare e respire por alguns instantes, sinta no corpo a informação vindo.

 Nós carregamos a informação no corpo.

A falta de percepção corporal, nos limita a receber informações do meio externo.

A autopercepção, é tão importante, quanto a percepção do outro.

É na autopercepção, que vamos analisar a coerência cardíaca do que estamos fazendo. Se os nossos atos estão condizentes com os nossos sentimentos, se não estamos levando as coisas no automático e anulando o que sentimos. Seremos cobrados mais tarde, esse desequilíbrio vai adoecer o nosso campo.

Depois de se auto perceber, a percepção é importante no olhar para o outro.

Você está percebendo na postura do tutor a necessidade dele? O que ele está querendo dizer com a linguagem corporal? O que o tom de voz dele diz? Que informações você está recebendo magneticamente do campo dele?

Você consegue perceber o animal não humano a sua frente no sistema dele?

Ele está sendo visto?

O que ele está querendo comunicar?

É através do nosso corpo, e isso se expande para os animais, que nós nos relacionamos com a vida, com as pessoas, com os seres vivos.

Se eu me relaciono com um animal, ele vai me trazer informações, mas, também vai receber informações no corpo dele. E, através dessas informações invisíveis, mas que são percebidas no corpo, que nós conseguimos analisar e detectar os pontos ocultos das relações dos indivíduos de um sistema.

A percepção está intimamente ligada ao nosso corpo.

 

Reflexão final:

Paremos para prestar atenção ao nosso corpo e validarmos a nossa percepção.

BIBLIOGRAFIA:

DICIO. Dicionário Online de Português. Disponível em: https://www.dicio.com.br/percepcao/. Acesso em: 23 fev. 2020.

FERRAZ, Marcus Sacrini Ayres. O transcendental e o existente em Merleau-Ponty. Associação Editorial Humanitas – FAPESP, 2006.

HELLINGER, Bert. O Amor do Espírito. Editora Atman, 2009.

IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticos. Pineal: a união do corpo e da alma. Disponível em: https://www.ippb.org.br/textos/especiais/mythos-editora/pineal-a-uniao-do-corpo-e-da-alma. Acesso em: 23 fev. 2020.

MARQUES, Paulo Pimenta. Fenomenologia e fenômeno em Maurice Merleau-Ponty. Sapere Aude – Belo Horizonte, v. 6 – n. 12, p. 832-840, Jul./Dez. 2015, 832-840

MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da Percepção. 2a. Edição. Editora Martins Fontes, 1999.

NóBREGA, Terezinha Petrucia da. Corpo, percepção e conhecimento em Merleau-Ponty. Estudos de Psicologia 2008, 13(2), 141-148

OLIVEIRA, Andréa O.; MOURAO-JúNIOR, Carlos Alberto. Estudo teórico sobre percepção na filosofia e nas neurociências. Neuropsicologia Latinoamericana vol.5 no.2 Calle  2013

SILVA, Denis de Oliveira. Merleau-Ponty e o ensino das ciências no mundo vivido. Anais do Seminário dos Estudantes de Pós-Graduação em Filosofia da UFSCar 2015 / 11ª edição, 80-91

 

 

 

APLICAÇÃO DA VISÃO SISTÊMICA E INTEGRATIVA NO PROCESSO DE ORTOTANÁSIA

Trabalho autorizado para publicação no Tratado de Medicina Veterinária Sistêmica e Escrito pela Médica Veterinária Fabiana Nunes Zambrini. Juiz de Fora, Minas Gerais

e-mail: fabiana_zambrini@hotmail.com

Aluna da 1a- Turma de Formação em Medicina Veterinária Sistêmica – São Paulo / SP

 

RESUMO

A apresentação desse estudo de caso teve como objetivo principal elucidar a importância da visão sistêmica e integrativa em processos que antecedem a morte de um animal de estimação, não pensando apenas, no paciente veterinário, mas também no seu tutor.

 

ABSTRACT

The presentation of this case study had as main objective to elucidate the importance of the systemic and integrative view in processes that precede the death of a pet, not only thinking about the veterinary patient, but also about his guardian.

 

INTRODUÇÃO

Como um primeiro passo para compreendermos esse relato de caso, faz-se necessário “olhar com olhos de ver“. Olhar com olhos de ver essa ligação, essa relação, que existe entre o ser não-humano e seu tutor. “Olhar com olhos de ver”, é adentrar no campo da alma e do inconsciente de um determinado sistema, com tudo que ele apresenta

.

Por quê escolhemos aquele determinado animal para entrar em nossas vidas?   Por quê muitas vezes, nos deparamos com um animal que apresenta características semelhantes ao seu tutor, tanto na aparência quanto no temperamento? O que esses seres não-humanos querem nos mostrar? Qual o papel deles em nossas vidas?

 

Essas são questões profundamente trabalhadas por um médico veterinário sistêmico.

Esse relato de caso se apresentou para que eu pudesse ter a honra de olhar para mim, e para o outro, e pudesse auxiliar a família a “ver” o pano de fundo dos sintomas trazidos pelo animal. Apesar do constelador ou médico veterinário sistêmico adotar uma postura de estar em seu centro vazio, é, possível, sim, que por ressonância, alguma informação possa despertar no profissional algum desafio.

Importante trazer alguns conceitos anteriores ao relato propriamente dito, de modo a facilitar a compreensão. A conduta aqui adotada, partiu de um ponto de vista sistêmico e integrativo, na qual, por meio da observação de todo o sistema, e não apenas do indivíduo, paciente e sintomas foram vistos como um todo.

 

Na Medicina Veterinária Sistêmica não observamos nada de modo isolado e desconectado, pois tudo faz parte e se relaciona. Aqui não tem receita de bolo, não é nada cartesiano, permitimos que as informações se mostrem de forma fenomenológica e observamos através das nossas percepções e emoções.

 

Para integrar a conduta, foi utilizado o Reiki, que é uma técnica de canalização da “energia vital universal” (VANDERVA ART et al., 2009) , por meio de símbolos, e caracteriza-se como uma terapia de cura, realizada pela imposição das mãos, com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio energético (VANDERVA ART et al., 2011).

 

O Reiki atua diretamente em alguns pontos de energia que todos os seres vivos possuem ao longo do corpo, que são os chakras, e, fornece  ao  indivíduo  uma  quantidade  adequada  de  energia  necessária para o equilíbrio da mente, do corpo e das emoções (Salomé, 2009), promovendo a cura do físico e mental.

 

RELATO DE CASO

O caso refere-se ao atendimento realizado à cadela “Nina”, SRD, 11 anos aproximadamente. Estive em um primeiro momento somente com a tutora. Em conversa, a tutora relatou que havia retirado Nina das ruas há 10 anos, estando na época em fase adiantada de prenhes, e, que, a 1 ano havia sido diagnosticada com doença renal. A tutora informou, que, constantemente, enfrentava graves crises de difícil resolução. Relatou ainda que pensou em realizar a eutanásia da mesma, pois estava passando por momentos difíceis, sem se alimentar e fazendo bastante vomito.

 

No dia seguinte a tutora retornou, desta vez com a Nina. Eu sabia, que do ponto de vista clínico e ao que estava ao meu alcance no momento, não poderia fazer nada, mas que, por meio da visão da medicina veterinária sistêmica eu poderia atuar com outra abordagem. Dei início à sessão de Reiki, e, muito calmamente, Nina se deitou próxima a mim, permitindo que o fluxo de energia agisse de forma sábia reequilibrando todos os seus chakras.

 

Ao final da sessão de Reiki, Nina se levantou e foi deitar mais afastada, foi aí que através da Comunicação Intuitiva entre Espécies, percebi que Nina me trouxe uma informação:  “comigo está tudo bem, agora olhe por ela, minha tutora”.

 

Dei então início a 2a- etapa do atendimento, já em rapport * com a tutora. Tivemos uma longa conversa, na qual fui direcionando várias frases sistêmicas e resgatando de sua memória lembranças de fatos e sentimentos que fizeram parte de sua vida antes mesmo da chegada da Nina.

Instrui a proprietária para que depois, com calma, a mesma se conectasse com  Nina por meio do olhar direto nos olhos, e deixasse que as emoções pudessem ser percebidas através do corpo.

 

Pedi a ela que pensasse em tudo que vivera ao lado da Nina, em tudo que aprendera com ela, e que, conforme essas emoções fossem vindo, que ela fosse realmente exteriorizando isso, falando tudo que lhe vinha no coração e de suas próprias percepções.

E assim, com essas orientações encerrei a sessão de exercícios sistêmicos.

Para nossa surpresa, a cadela se abaixou e urinou momentos antes de sair realmente da sala, e nos apresentou algo muito valioso, o mais puro amor quando observamos que a urina, ao tocar o chão, formou um coração (foto 1). Através desta imagem na urina da Nina, a tutora compreendeu a informação e sua conexão com Nina. Muito emocionada a tutora seguiu com a Nina para mais uma sessão de fluidoterapia.

 

Poucas horas depois recebi um telefonema da tutora, que relatou-me, muito emocionada, que havia mantido conexão com a cadela durante toda a fluidoterapia, e que percebeu um apaziguamento no olhar da Nina.

Durante os movimentos de alma (exercícios sistêmicos) que conduzi e posteriormente na fluidoterapia, a tutora pode expressar a gratidão pela conexão da Nina em sua vida e de tudo que viveram juntas. Houve também, entendimento na tríade tutor x animal x médico veterinário.

 

“A morte será o maior acontecimento individual”.

Clarisse Lispector

 

Nina partiu de forma natural e orgânica (sem sofrimento apesar da gravidade do caso), evidenciando, que o ato médico da eutanásia, não traria esse entendimento para a tutora, de que a morte faz parte da vida, e pode ser vista e vivida de forma pacificada e natural.

Devido a fragilidade emocional da tutora, observa-se que a decisão pela eutanásia traria ainda mais a “sensação de culpa”. Observa-se que, posturas sistêmicas associado às práticas integrativas, trazem apaziguamento as famílias, tutores e também ao Médico Veterinário, de modo que, estes possam seguir em paz, com a nítida sensação de dever grandiosamente cumprido.

*O relato da tutora foi preservado, não sendo autorizado para publicação.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Vanderva, A. S., et al. A systematic review of the therapeutic effects of reiki. Journal of Alternative and Complementary Medicine, Toronto, v. 15, n. 11, p. 1157-1169, 2009.

Vanderva, A. S., et al. The effect of distant reiki on pain in women after elective Caesarean section: a double-blinded randomized controlled trial. BMJ Open, Toronto, v. 1, n. 1, p. 1-9, 2011.

Honervogt T. Reiki Cura  e  Harmonia  Através  das  Mãos.  São  Paulo: Pensamento; 2005.

Salomé G M.  Sentimentos  vivenciados  pelos  profissionais  de  enfermagem  que atuam  em  Unidade  Terapia  Intensiva  após  aplicação  do Reiki.  Revista Brasileira de Enfermagem, 2009; v. 62(6): 856-62.

 

APLICAÇÃO DA VISÃO SISTÊMICA E INTEGRATIVA NO PROCESSO DE ORTOTANÁSIA

*Texto autorizado pela autora em 13 de junho de 2020. Original publicado no Tratado de Medicina Veterinária Sistêmica 

Por: Fabiana Nunes Zambrini.

Juiz de Fora, Minas Gerais.

fabiana_zambrini@hotmail.com

Aluna da 1a- Turma de Formação em Medicina Veterinária Sistêmica – São Paulo / SP

 

RESUMO

A apresentação desse estudo de caso teve como objetivo principal elucidar a importância da visão sistêmica e integrativa em processos que antecedem a morte de um animal de estimação, não pensando apenas, no paciente veterinário, mas também no seu tutor.

 

ABSTRACT

The presentation of this case study had as main objective to elucidate the importance of the systemic and integrative view in processes that precede the death of a pet, not only thinking about the veterinary patient, but also about his guardian.

 

INTRODUÇÃO

Como um primeiro passo para compreendermos esse relato de caso, faz-se necessário “olhar com olhos de ver“. Olhar com olhos de ver essa ligação, essa relação, que existe entre o ser não-humano e seu tutor. “Olhar com olhos de ver”, é adentrar no campo da alma e do inconsciente de um determinado sistema, com tudo que ele apresenta.

Por quê escolhemos aquele determinado animal para entrar em nossas vidas?

Por quê muitas vezes, nos deparamos com um animal que apresenta características semelhantes ao seu tutor, tanto na aparência quanto no temperamento?

O que esses seres não-humanos querem nos mostrar? Qual o papel deles em nossas vidas?

 

Essas são questões profundamente trabalhadas por um médico veterinário sistêmico.

Esse relato de caso se apresentou para que eu pudesse ter a honra de olhar para mim, e para o outro, e pudesse auxiliar a família a “ver” o pano de fundo dos sintomas trazidos pelo animal.

Apesar do constelador ou médico veterinário sistêmico adotar uma postura de estar em seu centro vazio, é, possível, sim, que por ressonância, alguma informação possa despertar no profissional algum desafio.

Importante trazer alguns conceitos anteriores ao relato propriamente dito, de modo a facilitar a compreensão. A conduta aqui adotada, partiu de um ponto de vista sistêmico e integrativo, na qual, por meio da observação de todo o sistema, e não apenas do indivíduo, paciente e sintomas foram vistos como um todo.

Na Medicina Veterinária Sistêmica não observamos nada de modo isolado e desconectado, pois tudo faz parte e se relaciona. Aqui não tem receita de bolo, não é nada cartesiano, permitimos que as informações se mostrem de forma fenomenológica e observamos através das nossas percepções e emoções.

 

Para integrar a conduta, foi utilizado o Reiki, que é uma técnica de canalização da “energia vital universal” (VANDERVA ART et al., 2009) , por meio de símbolos, e caracteriza-se como uma terapia de cura, realizada pela imposição das mãos, com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio energético (VANDERVA ART et al., 2011).

 

O Reiki atua diretamente em alguns pontos de energia que todos os seres vivos possuem ao longo do corpo, que são os chakras, e, fornece  ao  indivíduo  uma  quantidade  adequada  de  energia  necessária para o equilíbrio da mente, do corpo e das emoções (Salomé, 2009), promovendo a cura do físico e mental.

 

RELATO DE CASO

O caso refere-se ao atendimento realizado à cadela “Nina”, SRD, 11 anos aproximadamente. Estive em um primeiro momento somente com a tutora. Em conversa, a tutora relatou que havia retirado Nina das ruas há 10 anos, estando na época em fase adiantada de prenhes, e, que, a 1 ano havia sido diagnosticada com doença renal. A tutora informou, que, constantemente, enfrentava graves crises de difícil resolução. Relatou ainda que pensou em realizar a eutanásia da mesma, pois estava passando por momentos difíceis, sem se alimentar e fazendo bastante vomito.

 

No dia seguinte a tutora retornou, desta vez com a Nina. Eu sabia, que do ponto de vista clínico e ao que estava ao meu alcance no momento, não poderia fazer nada, mas que, por meio da visão da medicina veterinária sistêmica eu poderia atuar com outra abordagem. Dei início à sessão de Reiki, e, muito calmamente, Nina se deitou próxima a mim, permitindo que o fluxo de energia agisse de forma sábia reequilibrando todos os seus chakras.

 

Ao final da sessão de Reiki, Nina se levantou e foi deitar mais afastada, foi aí que através da Comunicação Intuitiva entre Espécies, percebi que Nina me trouxe uma informação:

“comigo está tudo bem, agora olhe por ela, minha tutora”.

 

Dei então início a 2a- etapa do atendimento, já em rapport * com a tutora. Tivemos uma longa conversa, na qual fui direcionando várias frases sistêmicas e resgatando de sua memória lembranças de fatos e sentimentos que fizeram parte de sua vida antes mesmo da chegada da Nina.

 

Instrui a proprietária para que depois, com calma, a mesma se conectasse com  Nina por meio do olhar direto nos olhos, e deixasse que as emoções pudessem ser percebidas através do corpo.

 

Pedi a ela que pensasse em tudo que vivera ao lado da Nina, em tudo que aprendera com ela, e que, conforme essas emoções fossem vindo, que ela fosse realmente exteriorizando isso, falando tudo que lhe vinha no coração e de suas próprias percepções.

 

E assim, com essas orientações encerrei a sessão de exercícios sistêmicos.

 

Para nossa surpresa, a cadela se abaixou e urinou momentos antes de sair realmente da sala, e nos apresentou algo muito valioso, o mais puro amor quando observamos que a urina, ao tocar o chão, formou um coração (foto 1). Através desta imagem na urina da Nina, a tutora compreendeu a informação e sua conexão com Nina. Muito emocionada a tutora seguiu com a Nina para mais uma sessão de fluidoterapia.

 

Poucas horas depois recebi um telefonema da tutora, que relatou-me, muito emocionada, que havia mantido conexão com a cadela durante toda a fluidoterapia, e que percebeu um apaziguamento no olhar da Nina.

 

Durante os movimentos de alma (exercícios sistêmicos) que conduzi e posteriormente na fluidoterapia, a tutora pode expressar a gratidão pela conexão da Nina em sua vida e de tudo que viveram juntas. Houve também, entendimento na tríade tutor x animal x médico veterinário.

 

“A morte será o maior acontecimento individual”.

Clarisse Lispector

 

Nina partiu de forma natural e orgânica (sem sofrimento apesar da gravidade do caso), evidenciando, que o ato médico da eutanásia, não traria esse entendimento para a tutora, de que a morte faz parte da vida, e pode ser vista e vivida de forma pacificada e natural.

 

Devido a fragilidade emocional da tutora, observa-se que a decisão pela eutanásia traria ainda mais a “sensação de culpa”.

 

Observa-se que, posturas sistêmicas associado às práticas integrativas, trazem apaziguamento às famílias, tutores, e, também ao Médico Veterinário, de modo que, estes possam seguir em paz, com a nítida sensação de dever grandiosamente cumprido.

*O relato da tutora foi preservado, não sendo autorizado para publicação.

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Vanderva, A. S., et al. A systematic review of the therapeutic effects of reiki. Journal of Alternative and Complementary Medicine, Toronto, v. 15, n. 11, p. 1157-1169, 2009.

Vanderva, A. S., et al. The effect of distant reiki on pain in women after elective Caesarean section: a double-blinded randomized controlled trial. BMJ Open, Toronto, v. 1, n. 1, p. 1-9, 2011.

Honervogt T. Reiki Cura  e  Harmonia  Através  das  Mãos.  São  Paulo: Pensamento; 2005.

Salomé G M.  Sentimentos  vivenciados  pelos  profissionais  de  enfermagem  que atuam  em  Unidade  Terapia  Intensiva  após  aplicação  do Reiki.  Revista Brasileira de Enfermagem, 2009; v. 62(6): 856-62.

 

MINHA ALMA E A MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA…UM NOVO CAMINHO

Olá, eu sou a Camila Cury,  e, desde muito pequena já tinha dentro de mim uma veterinária para nascer. Paixão por todos os animais, facilidade em dar e receber essa troca de amor entre eu e eles.

A vida foi passando e eu finalmente me tornei uma médica veterinária. Uma alegria que não cabia em meu coração. Muito trabalho, muito estudo, muita dedicação, muitas responsabilidades e muitas dores foram surgindo também nesse caminho. Iniciei minha caminhada no autoconhecimento e a cada percurso interno,  mais sentimentos surgiam em busca de novos caminhos.

Conforme fui me olhando e me sentindo, fui percebendo que muitos dos meus caminhos não eram mais coerentes com as minhas emoções.

Fiz especialização em cirurgia e acabei não me conectando mais com o processo de ter a “vida” em minhas mãos. Fui buscar na formação em Reiki um caminho de acolhimento aos animais, pois sempre senti que poderia ajudar além da parte técnica da medicina.

E realmente através do Reiki tive a oportunidade de uma ajuda mútua entre eu e o paciente. Mas parecia que ainda faltava algo… Não conseguia olhar para o paciente como apenas um Ser doente. Sentia que a doença era apenas um sinal de alerta, um pedido de ajuda, mas que essa ajuda precisava ser ainda mais profunda. Iniciei a formação em aromaterapia a qual me apresentou uma medicina maravilhosa, a Medicina das plantas.

Passei a me curar com o uso dos óleos e adquiri essa prática para os animais, utilizando para o tratamento físico e vibracional de cada paciente.

E foi um movimento maravilhoso! Mas algo ainda faltava dentro de mim…

Muitas vezes me peguei nos plantões e nas internações olhando para os pacientes ali, com um olhar distante, fragilizado, longe de casa e da sua família , tendo o melhor suporte técnico mas no olhar de cada um…um vazio.

Meu coração não sentia que aquilo era suficiente.

Comecei um aprimoramento em terapia intensiva, queria buscar as melhores técnicas, a Medicina mais avançada e o novo olhar para os hospitalizados. Achei que com esse conhecimento meu coração finalmente encontraria paz, em poder olhar para cada paciente e dizer – Você teve tudo de melhor e mais moderno na área da saúde veterinária. Acabei essa formação e pensei… Pronto, agora sim…  Vou sentir que está tudo certo. Mas incrivelmente com a formação pude sentir ainda mais a necessidade em olhar para esses pacientes nos olhos e dizer:  Eu vejo vocês.

Faltava… faltava aquele acolhimento, faltava o olhar para cada alma ali presente e honrar e respeitar cada situação ali vivida. Para aliviar a minha alma e a deles implantei nas áreas do hospital a utilização de musicoterapia, cromoterapia, óleos essenciais, cristais, radiestesia e reiki.

Dessa forma comecei a sentir que ali, com esse novo olhar, eu conseguiria estar seguindo na minha missão com leveza. Continuei a minha busca, a minha evolução, e no momento perfeito a Medicina Veterinária Sistêmica entrou na minha vida.

Brinco que fui “sugada” pelo sistema, pois já sentia essa medicina dentro de mim. Com ela finalmente integro todas as formas de medicina veterinária, todas as possibilidades de tratamento e mais, minha coerência cardíaca agora sim, realmente grita dentro do meu peito.

Sou Camila Cury, Médica Veterinária Sistêmica.

Trago dentro de mim, um amor a mim mesma, as pessoas e aos animais. Aprendi os meus limites, permiti sentir e olhar cada paciente, honrando e respeitando a sua história.

Juntos seguimos uma linda jornada de leveza, amor e cura. Servindo ao TODO para um mundo melhor.

Com respeito

Camila Cury
@one.medvetsistemica

COMUNICAÇÃO INTUITIVA COM ANIMAIS – RELATO DE CASO

COMUNICAÇÃO INTUITIVA COM ANIMAIS – RELATO DE CASO

INTUITIVE COMMUNICATION WHIT ANIMALS – CASE REPORT

*Trabalho publicado no Tratado de Medicina Veterinária Sistêmica e autorizado pela autora para publicação no Portal Soul Vet

 

Márcia de Cássia de Paula Almeida

 

Médica Veterinária Sistêmica e Holística

Formada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Reikiana, ThetaHealer, Comunicadora Intuitiva com animais, Aromaterapeuta, Terapeuta de Florais de Bach com Visão Sistêmica

Formada em Constelação Sistêmica pelo Curso de Formação em Medicina Veterinária Sistêmica Turma I 2019/2020 SP

Barbacena-MG

Email: namastepet@outlook.com

 

RESUMO

Após sofrer um acidente a cavalo, eu, Márcia Almeida, a autora deste relato de caso, pensei que nunca mais voltaria à montar.

Mas quando eu descobri a Comunicação Animal entre consciências eu entendi que poderia me comunicar com os cavalos e pedir a ajuda deles na liberação do meu trauma. E a Essência, uma égua Mangalarga Marchador, me ajudou nesse processo de cura.

Palavras-chave: comunicação intuitiva com animais, comunicação entre espécies, telepatia.

 

SUMMARY

After suffering an accident on horseback, I, Márcia Almeida, the author of this case report, thought I would never ride again.

But when I discovered Intuitive Communication with animals I understood that I could communicate with horses and ask for their help to release my trauma. And Essência, a Mangalarga Marchador, helped me in this healing process.

Keywords: intuitive communication with animals, communication between species, telepath.

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

A Comunicação Intuitiva ou Telepática, é algo que existe há anos e que praticamos sem nos dar conta, mas que, foi se perdendo com a correria e as modernidades do mundo atual.

 

Esse tipo de Comunicação, é realizada através da Telepatia ou de técnicas meditativas específicas para a intenção. Não é algo extraordinário ou relacionado à religião, muito pelo contrário, todos nós podemos nos comunicar intuitivamente, seja com animais humanos ou não humanos. Para utilizar a comunicação basta treino, estudo e o mais importante, aprender a sentir e validar a nossa intuição.

 

A Telepatia está comprovada na parapsicologia e é definida como uma habilidade extra-sensorial, destinada obter informações a respeito de pensamentos, sentimentos ou comportamentos de outro ser sem o uso de linguagem verbal ou escrita, por exemplo, se detendo apenas à transmissão de pensamentos entre os indivíduos.

 

O experimento de Grinberg-Zylberbaum, 2 sujeitos meditam juntos durante 20 minutos com a finalidade de estabelecer uma comunicação. Em seguida, são separados em 2 gaiolas de Faraday (câmaras isoladas eletromagneticamente), onde cada um está conectado a uma máquina de EEG individual, e um deles é exposto a uma série de flashes de luz.

 

Neste experimento, comprova-se através de leituras do registro do EEG do outro indivíduo que o potencial evocado produzido pelos flashes de luz foi transferido para o cérebro do segundo indivíduo sem nenhuma conexão local, sendo assim, mais uma comprovação do estabelecimento de comunicação telepática entre consciências (GOSWAMI, Amit. O Médico Quântico,2006, p. 80).

 

A Comunicação Animal entre consciências tem se fortalecido a cada dia, e nomes importantes como do Biólogo Inglês Rupert Sheldrake, autor do livro, “Cães sabem quando seus donos estão chegando“, validam de forma consistente essa forma de Comunicação.

 

Quantos de nós já pensamos em determinada pessoa e logo em seguida, ela nos telefonou?

Isto, é telepatia.

Quantas pessoas dizem entender o que o outro quer dizer apenas se comunicando através do olhar?

 

Percebem como já nos comunicamos telepaticamente de forma inconsciente?

 

“Veja o que diz J. Allen Boone no livro Kinship with all life a respeito da sua comunicação com o Pastor Alemão Strongheart (o primeiro cão a atuar em filmes nos Estados Unidos):

 

“Quando eu mantinha o meu lado da ponte elevado, aberto e horizontal para enviar e receber mensagens, o tráfego de pensamentos acontecia de forma natural e benéfica para nós. Ele raramente parecia ter dificuldade em compreender os pensamentos que eu enviava para ele, fossem notícias, sugestões, opiniões, perguntas ou manifestações de apreciação”.

 

E quanto mais eu me aplicava nisso, mais fácil ficava entender o que ele estava silenciosamente comunicando. (WALIGORA, Sheila. Comunicação entre espécies. Disponível em < http://entreespecies.com.br/>Acesso em 28dez. 2019).

 

 

RELATO DO CASO

 

Há alguns anos, eu, Márcia Almeida, sofri um acidente à cavalo.

Na época, eu não tinha medo algum do contato com cavalos, pois, desde pequena eu estava acostumada a montar e a lidar com a espécie.

 

Em um certo dia eu fui convidada para participar de uma cavalgada. Eu não estava me sentindo muito à vontade com a idéia deste passeio, mas fui mesmo assim.

 

Chegando no Haras que eu costumava frequentar, fui informada de que não montaria o animal de costume e essa informação me deixou ainda mais desconfortável.

 

Me trouxeram uma égua desconhecida e quando nós nos olhamos e nos sentimos, eu já sabia que não deveria montá-la, mas pressionada pelos os que me aguardavam e contrariando a minha intuição, eu montei.

 

Seguimos em direção ao redondel para que pudéssemos nos aproximar (eu e a égua) e bastaram alguns segundos para que ela começasse a correr em disparada e empinar.

 

Eu achei que o pior aconteceria. Mas, rapidamente, me lembrei dos ensinamentos de montaria e a prática dos anos montando esses animais, me permitiram contornar a situação. Mas, à partir daí, eu nunca mais fui a mesma em relação aos cavalos.

 

Na tentativa de esquecer esse episódio eu montei outros animais, mas a cada experiência, eu ficava ainda mais distante deles e cada vez mais amedrontada.

 

Foram tempos difíceis e eu só vislumbrei uma chance de cura ao conhecer a Comunicação Intuitiva com os animais.

 

Depois de fazer um curso sobre Comunicação Animal entre consciências eu entendi que poderia falar diretamente com os cavalos e pedir a ajuda deles, e foi o que fiz.

 

E, a Essência (uma égua Mangalarga Marchador), já minha conhecida de anos, foi quem me ajudou. No começo, até a Essência me causava pânico, mas eu resolvi me comunicar com ela, e pedir autorização para montá-la. Nesse momento, ela me disse muito mais que um sim …

 

Disse que conhecia o meu medo, que podia senti-lo, mas que me ajudaria no processo de cura.

 

A comunicação com os animais, são diretas: “os animais são objetivos, não são vagos nem usam estratégias ‘’ (GUERREIRO, Marta Sofia, 2014, p. 69).

 

Com isso, minha comunicação com a Essência foi:

– “Monta aí garota, vamos nos divertir e aproveitar a vida”.

 

Nesse momento ela me mostrou a imagem de nós duas correndo pelo campo e muito felizes (alguns animais se comunicam através do envio e troca de imagens com o Comunicador).

 

‘’ A comunicação manifesta-se sob a forma de sentimentos ou imagens intuitivas, e, pode evoluir com o tempo e prática, para uma “conversação” a nível mental. (GUERREIRO, Marta Sofia, 2014, p. 62/63).

 

Ainda assim eu sentia medo e ela (Essência), me disse:

 “- Eu não vou te fazer mal …eu amo você!

E o amor realmente cura. Eu fui tomada por uma coragem imensa e resolvi montar.

“Os animais nos ajudam no processo de cura emocional, energético e consequentemente físico‘’.

(GUERREIRO, Marta Sofia, 2014, p. 79).

 

Montei tremendo, mas montei! E ela ficou ali quietinha aguardando o meu tempo para seguirmos em frente. Ela é uma égua mansa, mas agitada e cheia de energia. Quando ficou ali parada esperando o meu comando e fazia os movimentos de maneira suave e devagar, eu entendi a força da nossa comunicação.

 

Durante o passeio nós quase caímos, mas éramos um só corpo e coração naquele momento e eu disse bem alto:

“- Eu confio em você, garota!”

 

Ela se reequilibrou e seguimos o nosso passeio.

Depois desse dia nós duas sempre nos comunicávamos. Eu explicava sobre tudo o que iríamos fazer com ela, como tosar a crina, dar banho ou passear.  Um dia ela me encorajou a montar uma outra égua, a Lua. Eu montei e foi libertador!!

 

A Lua também é uma égua muito querida e me ajudou muito nesse processo de cura.

 

Graças à Comunicação Animal entre consciências, e à Essência e Lua, eu me curei! Sou livre e posso desfrutar da companhia desses animais.

 

Os animais não-humanos estão ao nosso lado para nos auxiliar em nossos processos de cura.

 

Através da Comunicação Intuitiva podemos acessar diretamente a energia dos animais não-humanos, e obter informações presentes no seu inconsciente, o que otimiza a relação entre as espécies, e, possibilita que ambos sejam beneficiados ao obtermos informações mais assertivas para as questões que precisam ser sanadas no momento.

 

O uso da Comunicação Intuitiva entre Espécies, é, também, de grande valia durantes as Constelações Sistêmicas Veterinárias, aonde os animais estão de fato presentes, facilitando assim, que o Constelador Veterinário, possa acessar ainda mais informações, além de suas percepções e sensações no campo.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GUERREIRO, Marta Sofia. Conversa com animais: São Paulo, ed. Lua de Papel, 2014, p.62,63, 69,79.

Waligora, Sheila. Eu falo, Tu falas…Eles falam: São Paulo ,4°edição, ed. Grafilar ,2013.

WALIGORA, Sheila. Comunicação entre espécies. Disponível em < http://entreespecies.com.br/>Acesso em 28dez. 2019

GOSWAMI, Amit. O Médico Quântico: São Paulo,1° edição, ed. Cultrix, 2006.

 

 

 

 

 

MINHA JORNADA ATÉ A MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA

 

Meu nome é Isabela Hadler Coudry, e sou Médica Veterinária Sistêmica. Desde que me conheço por gente eu quis ser veterinária. Eu sempre gostei de todo tipo de bicho.

 

Quando pequena brincava muito com os cachorros do meu avô, pois morávamos na mesma casa. Criava tatu-bolinha em caixas de fósforo, cuidava de corruptos (aquele camarão que fica na areia da praia) nas férias de verão, cuidava de pintinhos da feira de cães (sim, nos anos 80 os pintinhos vinham de brinde para as crianças que visitavam as feiras de cães), sumia no clube atrás dos gatinhos.

 

Os cavalos foram a minha grande paixão da adolescência.

 

Eu fazia equitação e decidi então cursar veterinária para cuidar dos

cavalos. Já nos primeiros anos da graduação comecei a perceber que não daria conta de trabalhar com esses animais, pois na visão do proprietário eles poderiam valer a pena serem tratados ou serem eutanasiados.

 

Eu não daria conta de eutanásia um animal porque o proprietário não queria mais tratá-lo. Então eu decidi focar meu interesse em animais de companhia. Esses sim eram considerados como membros da família e seriam tratados por seus tutores como seres vivos e não como coisas que não valiam mais do que as despesas que geravam.

 

Logo depois que me formei fiz uma especialização em clínica médica de pequenos animais e fui trabalhar em uma clínica. Lá fiquei por dois anos e os primeiros desafios começaram a aparecer: tutores

desafiadores, não valorização como veterinária, não poder me expressar quando me emocionava perante tutores, colegas e estagiários e a EUTANÁSIA.

 

De todos esses desafios o que me fez repensar intensamente sobre continuar clinicando foi realizar a eutanásia. Era uma dor e uma culpa muito grande, eu não dava conta de continuar. Numa resolução de ano novo decidi que não iria voltar para a clínica. Tive a minha primeira crise profissional.

 

“O que eu vou fazer? Porque fiz veterinária?”

 

Me dei um tempo para repensar e esperar que algo novo pudesse chegar… e foi o que aconteceu. Desse meu jeito extrovertido e comunicativo abriu-se uma oportunidade na área comercial. Passei pela área técnica, atendimento, vendas, gestão de pessoas.

 

Foram 14 anos trabalhando em empresas do ramo veterinário. Durante esses anos trilhei um caminho de autoconhecimento.

 

Fazia terapia holística, com Reiki, florais, Radiestesia, fiz a formação

 

Apometria e Reiki. Em 2009 comecei a minha formação como facilitadora em Constelações Sistêmicas com o objetivo de autoconhecimento. E foi a partir da Visão Sistêmica e das Constelações que minha alma se conectou com a minha missão de vida. Eu sabia que algum dia iria trabalhar com isso.

 

Não sabia quando nem como, só sabia. Durante os anos que trabalhei em empresas fui sentindo as dores que futuramente me fariam pensar novamente em desistir da profissão – tristeza, estresse, falta de limite, não poder ser quem eu realmente era e expressar minhas emoções, culpa, crise de ansiedade, depressão e pensamentos suicidas.

 

Adoeci, deixei a Medicina Veterinária. Mas por necessidade tive que voltar. Por mais dois anos fui empurrando com a barriga até que em mais um curso de autoconhecimento, desta vez de Hooponopono, meu corpo e minha alma gritaram: CHEGA! Ou você segue sua alma ou você vai adoecer novamente.

 

Foi nesse momento que eu conheci a Medicina Veterinária Sistêmica. Quando eu me dei conta que a Visão Sistêmica havia entrado na Medicina Veterinária, TODA A MINHA CAMINHADA PROFISSIONAL FEZ SENTIDO. Pela primeira vez eu estava alinhada com o meu coração, com a minha alma.

 

Tomei coragem, pedi ajuda aos meus pais e deixei o meu trabalho para começar a minha transição de carreira. Comecei escrever um novo capítulo da minha história profissional, agora alinhada à minha missão de vida.

 

Através da Medicina Veterinária Sistêmica, eu passei a me entender como ser humano, como profissional e como parte de algo muito maior, estar a serviço da vida e da evolução do nosso planeta através das relações humanas e das relações dos seres humanos e animais.

 

                                                     Com amor

                                   Isabela Hadler Coudry

Médica Veterinária Sistêmica

@one.medvetsistemica

                                  

TURMA I / 2019 SÃO PAULO – PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM VISÃO SISTÊMICA E CONSTELAÇÕES VETERINÁRIAS

PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA NO BRASIL E NO EXTERIOR

O Brasil, é o primeiro país no mundo, a reconhecer a importância da Visão Sistêmica e das Constelações Familiares voltadas aos animais e para Medicina Veterinária. Muitas palestras sobre o tema, já foram incentivadas por alguns Conselhos Regionais de Medicina Veterinária e diversas Instituições de Ensino públicas e particulares de ensino. Estamos dando os primeiros passos nos estudos e na pesquisa deste vasto campo.

 

Vale ressaltar que, as Constelações Familiares segundo Bert Hellinger, são uma forma de abordagem terapêutica, que no Brasil é reconhecida pela Política de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde de (2006 e 2018)

 

A Primeira turma de Médicos Veterinários formados em Visão Sistêmica e Constelações Familiares do Programa, tem 30 médicos veterinários e 1 terapeuta, representando diversas regiões do Brasil. Segue abaixo, a lista dos profissionais e aonde você poderá ter um atendimento sistêmico para tutores, empresas, professores e médicos veterinários, ou mesmo, solicitar palestras e rodas terapêuticas para alunos e professores nas instituições de ensino:

 

Alunos da TURMA I 2019/2020 São Paulo
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Dra. Ana Carolina Silva Teixeira
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0001/19 Turma São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email: ana.carolinast@hotmail.com

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Dra.Ana Lu’ Maurício
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0002/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email:
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Dra.Ana Paula Moller Policeno Antonio
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0003/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email:
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Dra.Betina Carla Cruz
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0004/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: Rio de Janeiro/RJ
Email: terapiaintegrativavet@gmail.com
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Dra. Camila Silva Cury
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0005/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email: vetcamila@hotmail.com
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Dra. Carolina Luiza Macedo
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0006/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email:
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Dra.Cristiane Barbosa Silva
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0007/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação:
Email:
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Dra.Eleonora de Almeida Bernardes
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0008/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: Rio de Janeiro
Email: eleonoravet@hotmail.com
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Dra. Fabiana Nunes Zambrini
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0009/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: Minas Gerais
Email: fabiana_zambrini@hotmail.com
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Dra. Fernanda Roberta Scholtz
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0010/19 Turma I de São Paulo
Estado de atuação: Goiás/Distrito Federal
Email: ferbeta@gmail.com
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Dr.Frederico Fondello Torres
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0011/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação:
Email:
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Dra.Gabriela Castilho Mourão
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0012/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: Santa Catarina
Email: gabi-mourao@hotmail.com
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Dra. Isabela Hadler Coudry
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0013/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email: belacoudry@gmail.com
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Dra.Isis de Oliveira Silva
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0014/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email: isis.oliv.s@gmail.com
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Dra.Janaina Kudlawiec Chulik
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0015/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: Paraná
belacoudry@gmail.com
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Dra.Joanita Graziella Vecchia
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0016/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email: draroanitacentroveterinario@hotmail.com
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Dra.Joene Nogueira Stecca
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0017/19
Estado de atuação: São Paulo
Email: joene.stecca@yahoo.com.br
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Dra. Julia Franco Ferreira
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0018/19
Estado de atuação:
Email:
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Dra.Kelly da Rosa Baptista
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0019/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email: kellydrb@hotmail.com
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Dra. Laura Belluzzo
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0020/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email: lalaxicabob@hotmail.com
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Dra.Laura Miranda de Almeida Prado
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0021/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email: lauramirandavet@gmail.com
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Dra.Letícia Domingues Mendes
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0022/19 Turma I São Paulo
São Paulo
Email: guardiapet.vet@gmail.com
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Dra.Liz Perera Rodio
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0023/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação:
Email:
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Dra.Luciana Andréia Araujo
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0024/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação:
Email: luaraujo2003@hotmail.com
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Dra.Marcele Blauth de Oliveira
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0025/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: Santa Catarina
Email: vetmarcele@gmail.com
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Dra. Márcia de Cássia de Paula Almeida
Formada em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0026/19 Turma I São Paulo
Estado de Atuação: Minas Gerais
Email: namastepet@gmail.com
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Dra. Núbia Travagin
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0027/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email:
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Paula Patrícia Oliveira de Carvalho Kusznir (Terapeuta)
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Familiar (animais e humanos)
No. 0028/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email:
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Dra. Priscila Bonás Gonçalves
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0029/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação: São Paulo
Email:
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Dra.Vânia Fernandes Beati Fraulo
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0030/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação:
Email: vaniabeati@gmail.com
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Dra.Varuna Aparecida Piazza
Formacão em Visão Sistêmica e Constelação Veterinária
No. 0031/19 Turma I São Paulo
Estado de atuação:
Email:
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O ORGULHO E A GRATIDÃO SOB A LUZ DA VISÃO SISTÊMICA

“Temo uma única coisa: não ser digno do meu tormento” – Dostoievsky

 

O orgulhoso não sabe honrar e agradecer o que passou por ele…o que foi não é visto e integrado, assim, não se agradece.

Mas, por trás do orgulhoso, está a autopiedade e a sensação interna de não merecimento. Esse autocompadecimento, que beira o vitimismo, o impede de ter real empatia com os demais, devido a uma postura de autocentramento.

Com isso, e nesta postura, ele espera ser salvo por alguém…

O orgulhoso é também alguém que não sabe receber, ele é um doador que se sente superior ao outro, sem assim, ficar em dívida. Ele doa para que os outros fiquem em dívida com ele.

Aqui as relações profundas se tornam impossíveis devido a ruptura do Equilíbrio entre o Dar e o Tomar. Não “TOMAR” em proporção do que se doa, desnivela e distancia as partes.

A soberba e a arrogância são igualmente traços dos tímidos, pois, eles sentem que tudo e todos olham para ele. O tímido é egocêntrico.

Tanto no vitimismo, quanto na incapacidade de receber e na timidez, encontramos um complexo de superioridade que são potencializados ainda com uma tendência ao isolamento e a trocas superficiais com outras pessoas, pois o aprofundamento “coloca-o em risco” de expor suas fragilidades NÃO PERFEITAS.

O perfeccionista também não aceita as falhas do outro, e em geral, ele (ser humano), segrega e exclui o imperfeito de tudo que o rodeia, para que esse não espelhe suas próprias imperfeições.

Nesta aresta de dor, este irá te deferir ataques ao seu ser, a sua profissão e a sua essência, pois, tentando desestabilizar o outro, a pessoa se sente maior.

Sob a ótica sistêmica o orgulhoso, por ainda não conseguir agradecer seus pais e a vida de forma genuína (na alma), ele vai sentir que precisa PERDOAR as pessoas e suas falhas. O perdão não existe sob a luz sistêmica, porque quando perdoamos o outro, novamente, nossa postura é de SUPERIORIDADE.

Orgulho e gratidão, portanto, caminham juntos num espaço de desenvolvimento próprio e compreensão de nosso aprimoramento pessoal.

“Agradecer é tomar o que me é dado, segurá-lo com respeito nas mãos. Acolhe-lo dentro de mim e em meu coração. Até percebo internamente: Agora é uma parte de mim”. Bert Hellinger

 

A postura sistêmica é assumir a sua parte, e não perdoar a do outro. Quando perdoo o outro, novamente, exterminamos a possibilidade de nos vermos como iguais. Agradecer é aprender (reter) o que foi vivido. Sentir muito é postura de autoresponsabilidade por tudo de bom e ruim que acontecer.

“Eu sinto muito” pela minha parte de responsabilidade, é a postura do adulto e de quem adota a Visão Sistêmica como TAO (como caminho)…A postura sistêmica é quando você ASSUME com humildade e amor suas falhas. E, não perdoando como um “Deus” a parte do outro…

Assim, um bom Constelador Sistêmico, especialmente na Medicina Veterinária, que é o meu foco de desenvolvimento laboral, vê com amor e sem julgamentos o outro. Ele aprende e tira algo de bom destas relações, porque em parte, aprende com a fragilidade do outro, reconhecendo-a dentro de si, e numa postura de aprendizado, humildade e gratidão genuína, ele se fortalece.

Texto Carla Soares – Co-Founder do Programa de Formação em Medicina Veterinária Sistêmica no Brasil e no Exterior Livro Consultado: Carl Roger (Tornar-se Pessoa)

http://www.veterinariasistemica.com.br

UM POUCO SOBRE O NOSSO LUGAR ATRAVÉS DA MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA

A visão sistêmica é uma abordagem psicoterapêutica, uma filosofia, um caminho e uma ciência fenomenológica, que traz pacificação para a alma, reorganização dos representantes de um sistema, e uma condição psíquica de harmonia e força, que felizmente, é reconhecida pela Lei 19.785 de 20 de dezembro de 2018 do Ministério da Saúde.

  Meus professores, que tanto respeito, José Roberto Marques (Brasil) e Cornélia Bonnekamp (Alemanha) sempre reforçavam que:

As Constelações são uma abordagem para uma reorganização psiquicogeográfica, ou seja, quando estamos “fora” do nosso lugar, nos sentimos pesados, em sofrimento, deslocados, fracos, e pior, sem um sentido para aquela “função/posição”.

   Este estado de reposicionamento, só é possível tendo contato com a dor, com as mortes, com as exclusões e respeitando acima de tudo a ORDEM E A HIERARQUIA de um sistema. Os que não conseguem entender isso, está tudo certo.

Consteladores que buscam a sabedoria,  respeitam as pessoas que acham que isso não é importante, que isso é opinião e não lei, que isso pode ser quebrado, e, ainda assim, a pessoa seguir pela vida com força e clareza. Sim, ela segue, mas fraca e pesarosa. Segue deslocada, no ego (sobretudo espiritual) e em conflito com o mundo. Segue sem conseguir se posicionar.

Quando estamos em nosso lugar, não sentimos necessidade de falar da vida alheia e subjugar o outro, porque o mais importante é estar firme em seu lugar. Para estarmos em nosso lugar, há demanda de longo e profundo trabalho interno, então, o outro passa a ser instrumento de cura, e não mais um alvo inútil de falatórios. Pessoas que também estão fora do seu lugar, gastam seu precioso tempo laboral de solitude e aperfeiçoamento, na passividade da escuta inútil de pessoas que querem desestabilizar um sistema. Então, tanto o que fala quanto o que escuta estão deslocados de sua força interior e de seu lugar no mundo.

A sensação de estarmos em nosso lugar é profundamente harmônica, leve, amorosa e forte. Passamos a nos acolher, a respeitar nossas dores, a observar. Quem está no lugar certo, tem força para respirar e observar em silêncio. E é essa a grande postura dos BONS CONSTELADORES. Observar os movimentos em silêncio, e sustentar a culpa da má consciência de que em muitos momentos não há nada fazer, exceto, respeitar o destino do outro.

 Para encontrarmos o nosso lugar em cada um dos sistemas que frequentamos, precisamos aprender a respeitar o que já precede em cada lugar. Precisamos compreender com humildade que em cada sistema, existe uma ordem e uma hierarquia, existem pessoas que estão por sabedoria já no lugar certo. Bert Hellinger diz que a ORDEM/HIERARQUIA precede o AMOR, porque uma sem a outra, faz com que o amor seja veículo de dor e sofrimento, de exclusão, de manipulação e fanatismo.

Quando estamos em nosso lugar é inadmissível usar frases sistêmicas para agredir e ferir o outro. Isso é conduta não ética de consteladores que estão fora do lugar. Portanto, ser constelador, não é em hipótese alguma, decorar frases sistêmicas para ferir o outro ou criar diálogos conflituosos com a barbárie das frases.

Quando estamos em nosso lugar, confiamos plenamente na mente intuitiva, na percepção corporal, e, as mentiras e más-intenções são facilmente detectadas. A alma é tão sábia que avisa antes qual a intenção das pessoas. É, vergonhoso ver profissionais, sobretudo, em formação, achar que podem sobrepujar a alma de quem precede a eles e que já está mergulhado no trabalho laboral interno profundo de anos e anos.

Desta forma, quando estamos no nosso lugar, sobretudo, como consteladores, o silêncio, a solitude, o amor adulto e os limites impostos, são as bases para que prossigam no trabalho interno, e ainda, dêem conta do campo dos sistemas no qual estaremos em interface.

Estar em nosso lugar, sobretudo, como constelador, é algo muito profundo e de uma sabedoria maravilhosa, porque a força deste lugar vem quando já nos posicionamos corretamente e, primeiramente, no nosso sistema familiar de origem e em todos os demais sistemas (universidade, clube, sociedade, bairro, etc).

Estar em nosso lugar, não é estar espiritualmente evoluído, e tão pouco se sentindo acima de outras pessoas. Muito pelo contrário, estar em nosso lugar é algo profundamente material e humano. Portanto, ordem e hierarquia não tem haver com se sentir superior e ter ego espiritual. É, APENAS, assumir o seu lugar e se respeitar e se honrar por isso. Estar em nosso lugar é de uma humildade e grandeza inexorável.

É assustador estar em nosso lugar. Porque é nele que ganhamos força e poder de realização humanitária e humana. É nele que conseguimos ajudar as pessoas e os animais EM GRANDES ESCALAS e com mais alegria e leveza. Assumir o nosso lugar exige sustentação, calma, consciência, e cuidado com nossa criança ferida, que sempre vai nos fazer lembrar de sair e chorar com medo, sempre vai nos autosabotar nos trazendo para as realidades que já não fazem mais sentido para nós e nos fazem voltar para a nossa zona de conforto de sermos leais ao sistema de origem.

Medo e culpa são duas emoções que deverão ser trabalhadas quando buscamos o nosso lugar no mundo, e depois de encontrarmos, devemos ter força para sustentar a felicidade, o peso e a dor de estar nele. Mas, aos que buscam o seu lugar, lhes digo:

“Essa é sua missão no mundo. Buscar seu lugar de força, amor e capacidade de assistência humanitária, e, assim como nas constelações, não há estrelas fora do seu lugar…essa é a busca da grande alma. Sua alma não te deixará em paz, enquanto não se colocar a caminho deste encontro: você e seu lugar”.

 

Aos aprendizes da Visão Sistêmica, sobretudo, meus alunos, lembro-vos que as posturas abaixo são fortes indícios de que você ainda não se reposicionou em seu sistema:

– Desrespeitar e desvalidar os movimentos da alma, seguindo o ego e seus medos;

– Desrespeitar os desconfortos de estar em situações, lugares, com pessoas e realidades que não te cabem mais;

– Buscar conflitos e desarmonias entre pessoas de um grupo, quer seja ativamente (falando mal das pessoas, sobretudo, os que precedem) ou passivamente (ouvindo o falar mal das pessoas);

– Desrepeitar a Ordem e a Hierarquia de um sistema e uma egrégora;

– Carregar um peso na alma maior do que deveria, por estar em lealdade, honrando as impossibilidades de seus ancestrais;

– Desrepeitar seu espaço sagrado e não impor limites e regras;

– Desrepeitar sua intuição e não agir com sabedoria e amor;

– Se colocar como vítima nas adversidades, ao invés de assumir sua culpa (má consciência) e responsabilidade;

– Achar que incluir ou tomar uma pessoa no coração é ter que conviver com ela, e com isso, desrespeitar a si próprio e se ferir;

– Desvalidar os avisos e chamados da alma, das sensações do corpo e das informações invisíveis a olho nu;

– Causar intriga e conflitos em um sistema. Buscar criar realidades causam desarmonia;

– Fazer muito esforço para conseguir algo;

– Não saber tomar e receber algo (elogio, dinheiro, reconhecimento, amor, amizades, etc). Quem está no lugar, tem força para sustentar a culpa de receber e ficar em dívida com o outro e ficar em paz com isso.

– Julgar e ser desleal com má intenção, confundindo, má intenção com má consciência;

– Falar mais do que ouvir, sobretudo, com a intenção da desordem e da manipulação;

– Querer ser maior, mais sábio, mais importante que o absoluto e que o campo;

– Quando ele não sabe renunciar para estabelecer paz;

– É desrespeitar a força do mistério, do oculto, da alma e da sabedoria maior;

– É desrespeitar os limites e regras impostos pelo outro;

– É não ter humildade de se sustentar em seu lugar;

– É não perceber o essencial e ser leviano nas palavras desnecessárias;

Um dos processos mais bonitos de nos sustentarmos e termos forças como adultos em nosso lugar, é reconhecer e saber lidar com nossas limitações, nossas falhas, nossas personalidades obscuras, e sobretudo, sabendo impor limites, para não se emaranhar com os problemas das outras pessoas, que quando rompem limites, ordem e hierarquia, jogam para você essa responsabilidade.

Recentemente, e, obviamente, com autorização da minha espiritualidade e da minha própria alma, decidi passar por uma “prova/teste” de sair do meu lugar e expor minha mais alta fragilidade. Pensei como professora de constelação, que seria melhor eu mesma ser a “cobaia” de uma grande constelação, e perceber qual a postura que se manifestaria no campo. E o óbvio aconteceu…amor sem ordem é desordem (Bert Hellinger).

Foi uma das experiências mais lindas que tive nos últimos meses, pois me mantive observando em silêncio todos os movimentos que aconteciam quando você renuncia o seu lugar de alma e missão. O caos se instala…perdas, conflitos, desordem, falatórios, perda do foco, falta de ordem e de hierarquia.

Foi essa linda experiência, que me trouxe ainda mais honra e respeito ao Bert Hellinger, aos meus professores e mestres, e mais força de autoconduta para compreender a magnitude do que de fato é estar no lugar que nos pertence, sobretudo, como Constelador. Respeitar um “pai/mãe” presentes, abundantes e amorosos é fácil. Respeitar e honrar um “pai/mãe” quando esses se ausentam da expectativa do papel deles, é o grande desafio da inclusão no coração. Mas a visão sistêmica é impiedosa, e, enquanto não tomarmos no coração o seu lugar no mundo, a paz interna continuará a léguas de distância.

Os estudos sistêmicos e das constelações tem primordialmente essa missão: colocar-nos na beleza de sermos quem somos, na verdade da intenção da alma, e nos bancar com a beleza do amor e da nossa dor. A melhor forma de saber se você está ocupando o seu lugar, é tendo a coragem para se autoanalisar. Ninguém mais do que você próprio terá essa resposta. Ninguém mais para ver sem máscaras a sua própria verdade.

Assim, finalizo com a belíssima máxima de Bert Hellinger:

“Quando estou no meu lugar, eu me sinto em paz”…

 

Com silêncio e paz;

Carla Soares

Founder e Professora do Programa de Formação em Medicina Veterinária Sistêmica no Brasil e no Exterior

Diretora do Portal Soul Vet

 

 

MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA – ETAPA FLORIANÓPOLIS – SC

O Programa de Formação em Medicina Veterinária Sistêmica no Brasil e no Exterior, lança pela primeira vez em Florianópolis – SC, em parceria com a Dra. Carmem Cocca do Bicho Integral um curso básico de iniciação à Medicina Veterinária Sistêmica.

 

O Curso Intensivo – Nível Básico (100h) é um método de alto impacto, que exige dos alunos rápido aprendizado e assimilação dos conteúdos, e será ministrado no período de 13 a 23 de Junho de 2020 pelos Co-Founders do Programa, Dra. Carla Soares e Dr. Ricardo Garé.

 

Esse modelo de curso é uma iniciação à Visão Sistêmica aplicada à Medicina Veterinária, aonde os alunos poderão conhecer sobre a filosofia ancestral da visão sistêmica, sobre psicodrama, teatro, percepção/flow, psicologia positiva, reiki nível 1 e 2, comunicação intuitiva, e bases das constelações familiares segundo Bert Hellinger aplicadas as idiossincrasias da Medicina Veterinária (relações interpessoais, sintomas e doenças, perdas e luto, ortotanásia, Síndrome de Burnout e questões empresariais).

 

Esse curso não habilita os alunos nas Constelações Familiares, e sim, apenas em pequenos exercícios sistêmicos que poderão ser aplicados em grupos ou em consultórios. Por esse motivo, o nível básico é uma iniciação e um pré-requisito para os demais níveis.

 

Para que o aluno avance nas Constelações Sistêmicas Veterinárias, são necessárias mais 200h de aulas voltadas para as Constelações Sistêmicas com práticas e estudos mais aprofundados (nível intermediário e nível avançado), para que o aluno esteja capacitado.

 

Esse curso, fornecerá certificação reconhecida e emitida pela Sociedade Brasileira de Saúde Quântica com a habilitação MÉDICO VETERINÁRIO SISTÊMICO – NÍVEL BÁSICO (100 HORAS), com as seguintes atividades autorizadas: Reiki 1 e 2 aplicados à Visão Sistêmica, Comunicação Intuitiva entre Consciências com Visão Sistêmica, e, habilitação apenas para as práticas de Exercícios Sistêmicos. O Curso Nível Básico não autoriza o aluno a ser Constelador Sistêmico Veterinário.

 

Esse curso é a iniciação de um caminho e um modo operandis, com profundos processos de transformação, ressignificação e reconciliação com nosso sistema familiar de origem e com nossos propósitos de vida. Permitindo que o aluno tenha os primeiros contatos com a Medicina Veterinária do Terceiro Milênio.

 

A Medicina Veterinária Sistêmica estuda e se apoia na Ciência Fenomenológica, que percebe e estuda o inconsciente das relações entre os seres vivos e das famílias multiespécies, facilitando a integração, a pacificação e que o fluxo do amor possa permear o caminho através do contato com a dor e com o Self 2 (mente inconsciente).

 

“As vezes não precisamos mudar o caminho, mas, a forma como caminhamos”.

Bert Hellinger

 

A Medicina Veterinária Sistêmica se pauta no desenvolvimento animal-humano e não-humano, buscando sanar questões e conflitos que são os “blind spots” (panos de fundo) do surgimento de padrões de emoções, crenças, comportamentos e sintomas, muitas vezes, transgeracionais, espelhados pela lealdade dos animais ao nosso sistema familiar.

 

Esperamos você para essa jornada profunda e de uma medicina humanizada! Informações no site www.veterinariasistemica.com.br

Turmas abertas para 2020!

Com amor, 

Carla Soares e Ricardo Garé

Co-Founders do Programa de Formação em Medicina Veterinária Sistêmica

no Brasil e no Exterior.