VISÃO SISTÊMICA NA MEDICINA VETERINÁRIA: VOCÊ SABE O QUE É? Uma abordagem para Médicos Veterinários do Terceiro Milênio

Visão Sistêmica consiste em enxergar e compreender o todo por meio da análise das partes que o formam e a partir daí tomar decisões de acordo com o cenário que se apresenta, considerando todos os elementos que influenciam seu funcionamento.

Esta nova visão pode ser aplicada em todas as áreas: empresarial, familiar, jurídica, na engenharia, pedagógica, médica, veterinária.

A Medicina Veterinária Sistêmica é uma abordagem altamente moderna, que abrange um olhar amplificado e sistêmico em nossas rotinas clínicas, permitindo a visibilidade das conexões e relações entre tutores-tutelados e seus modos operandis de adoecimento.

Essa abordagem e análise das partes que formam o todo, integram técnicas e conhecimentos aonde o próprio médico veterinário não se exclui do sistema, sendo, portanto, uma visão e análise interna que parte do ponto de observação que é o Médico Veterinário/Terapeuta para todo o sistema familiar/ambiental no qual o(s) animal(is) pertece(m).

A Medicina Veterinária atual exige do profissional uma postura terapêutica com relação à família, melhorando seu autoconhecimento e suas relações interpessoais, passando a perceber os tutores e famílias como protagonistas do adoecimento dos animais, bem como do sucesso terapêutico.

A abordagem sistêmica na Medicina Veterinária lança um olhar não somente aos resultados clínicos obtidos com os pacientes animais, mas também, é uma abordagem que alivia e minimiza as tensões relacionais dentro do ambiente de trabalho, porque na visão sistêmica, o médico veterinário esta incluso no sistema.

Assim, a autopercepção da sua própria mente/campo e eneagramas emocionais que estão presentes no momento da consulta, podem interferir diretamente na relação com a família/tutor e no sucesso da terapia instituída.

O olhar do Médico Veterinário Sistêmico deve ser similar a de radar  (Radio Detection and Ranging), ou seja, um ponto direcional (no caso o médico veterinário) que emite e capta ondas eletromagnéticas através de seus pensamentos e análises durante a prática clínica do sistema ao qual o animal está inserido, e detecta os problemas de forma relacionados e não isolados e fragmentados. É uma percepção sensorial.

Ou seja, é através da sua percepção clínica e médica amplificada no momento da consulta, que permitirá a compreensão das forças sistêmicas e dinâmicas familiares/ambientais aos quais os animais estão inseridos, e como a manifestação clínica do animal (paciente) está relacionado com todo o sistema.

Trazer essa visão sistêmica para a consciência da família, permeabiliza o sucesso terapêutico, trazendo a família para o protagonismo da cura possível.

Essa visão amplificada de radar do médico veterinário, permite que detecte os blinds spots – os pontos cegos (o que numa consulta clínica cartesiana não é possível de ser detectada), fazendo as decodificações dos emaranhamentos relacionais e de tensão na família que estão refletidas no animal, como hábitos, comportamentos, rotina, questões mentais, bloqueios, traumas, repetições de adoecimentos familiares/ancestrais, dentre outros fatores.

Esse rastreamento clínico só é possível quando o Médico Veterinário/Terapeuta já esta num processo profundo de autoconhecimento e treinamento de sua consciência. Numa consulta sistêmica só o conhecimento técnico não é suficiente, porque o ponto de detecção de informações principal do radar é o próprio médico.

Ele (o médico veterinário) não é excluído do campo mórfico criado no momento da consulta, pois sua condição emocional do presente é o que balizará e conectará todos esses fragmentos. Ou seja, sua interpretação clínica é que será a base e sucesso de todo o tratamento sistêmico.

A abordagem clínica e sistêmica durante as consultas diluem essas tensões, aliviando as pressões exógenas sob os animais, quer seja por espelhamento, quer seja porque o animal está ocupando uma posição sistêmica incorreta dentro da família. Por isso, no símbolo deste programa, há a Constelação do Cruzeiro do Sul, que nos indica que nenhuma estrela ocupa o lugar errado e indevido, e por isso, estão em harmonia.

Na Medicina Veterinária Sistêmica existem alguns meios básicos essenciais por onde as técnicas são viabilizadas pelos Médicos Veterinários durante os treinamentos:

  1. Compreensão prática dos Campos Morfogenéticos (Teoria de Rupert Sheldreak)
  2. Constelações Sistêmicas Familiares do  psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.
  3. Reiki e Comunicação Intuitiva entre Consciências, Mindfulness
  4. Compreensão do funcionamento da Glândula Pineal
  5. Ferramentas de Autoconhecimento
  6. Espiritualidade inserida na vida prática
  7. Conhecimentos de Ecologia
  8. Psicodrama, Hipnose Eriksoniana, Mindset de Carol Dweck, bases da Física Quântica, dentre outros

O Programa de Formação em MEDICINA VETERINÁRIA SISTÊMICA NO BRASIL E NO EXTERIOR – desenvolvido por mim e pelo Ricardo Garé, poderá chegar em você através de cursos, palestras, atendimentos e workshops, bastando os interessados acompanharem a programação através do site http://www.veterinariasistemica.com.br

Bem-vindos a Medicina Veterinária do Terceiro Milênio. Uma medicina multicultural, multidisciplinar, integrativa, holística e acima de tudo, sistêmica.

Com amor,

Carla Soares  e Ricardo Garé
Co-Founders do Programa de Formação em
Medicina Veterinária Sistêmica no Brasil e no Exterior

 

 

O maior presente que ele pode te oferecer

É muito fácil se apaixonar por um cão, independente da idade, raça ou estado de saúde, pois naturalmente o cão desperta em nós algumas lembranças e valores, como bondade, compaixão, lealdade e amor incondicional. Agora quando o assunto são os gatos, é muito comum ouvirmos comentários sobre como são egoístas, traiçoeiros e não demonstram amor pelos tutores.

A primeira razão pela qual algumas pessoas tem aversão aos felinos, sob meu ponto de vista, são memórias da infância que foram impregnadas por preconceitos de algum membro da família, pela falta de intimidade com o animal ou algum trauma, onde a criança foi arranhada ou mordida.

Quando não há nenhum registro de memória da infância, sempre me questiono o porquê desse comportamento, pois são animais realmente apaixonantes!!

Os gatos são seres muitos especiais que se aproximam dos humanos sempre com um propósito maior.

Em meu trabalho como terapeuta de animais, na rotina diária, atendo muitos casos comportamentais de cães, onde tudo se resolve de uma forma mais simples, pois o cão tem maior facilidade de aceitar a mudança, os comandos e a liderança de um humano.

No caso de gatos, o processo terapêutico é bem mais profundo e curador, pois eles são animais que não se submetem aos comandos e “vontades” do tutor, tornando assim essa jornada muito mais desafiadora.

A primeira reação que vejo quando um humano não consegue “dar conta” do seu felino, é imediatamente começar a procurar alguém que queira adotá-lo. E não pense que isso é incomum, por mais que pareça absurdo!!

A primeira questão a ser avaliada é: “Como estou lidando com os desafios e problemas que aparecem em minha vida? Fugindo deles ou os enfrentando?”

O gato traz o convite declarado para desvendarmos questões emocionais que estão impregnadas no sistema familiar, e por muito tempo ficaram adormecidas. O animal fará o trabalho de acordar e espelhar dentro dele as emoções que estão sendo irradiadas pelos membros da família.

Quando isso ocorre, o animal começa a apresentar sintomas de comportamento, como urinar e defecar fora da caixa de areia, morder e brigar com outros animais, destruir objetos pessoais de algum membro da família ou até se isolar do convívio com os demais.

Embora a primeira reação que esses comportamentos seja de “nos livrarmos do problema”, eu sempre convido os tutores a acolher o animal para que possamos fazer empatia com o que ele está sentindo.

Em nossa metodologia terapêutica, cultivamos seis valores para o despertar de uma nova consciência na relação dos humanos e dos animais: honestidade, autoresponsabilidade, gentileza, dedicação, serviço desinteressado e beleza. Tais valores foram inspirados pelo líder humanitário Sri Prem Baba, dentro do movimento Awaken Love.

Um dos valores que trabalhamos nesse caso é a autoresponsabilidade, pois já existe um vínculo amoroso entre animal e tutor, e simplesmente não podemos abandonar o gato, pois assim não estaremos dando a oportunidade desse amigo de patas realizar o seu propósito. Devemos buscar ajuda para nos harmonizarmos com o animal, retornando assim à boa convivência e equilíbrio do sistema familiar.

Considero que o maior poder de um gato é o de atuar como um catalisador, um agente de transformação dentro da família, trazendo a oportunidade de se olhar questões que ainda não estavam sendo percebidas, pois o animal não vive isolado da família.

O animal é uma extensão do sistema familiar, ou seja, se ele está com alterações emocionais ou doente, é fato que a família também está.

Então, se um gato chegou à sua porta ou se o seu gato anda te desafiando com os comportamentos destrutivos, agradeça muito à ele por essa preciosa oportunidade de crescimento psico-emocional.

E pode ter certeza que o maior presente que o seu gato pode te oferecer, é o propósito dele: DESPERTAR O AMOR EM VOCÊ!!

Pétuli Consentini
Médica Veterinária e Chefe de Equipe
da Clínica Veterinária Integral – Sorocaba/SP
Terapeuta de Animais

 

Evento SIMVET

O I SIMVETI – Simpósio de Medicina Veterinária Integrativa da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro é organizado pelo GETEC – Grupo de Estudos em Terapias Complementares, que conta com a colaboração da Doutoranda Carla Franzini e orientação da Professora Magda de Medeiros.
Nosso simpósio vai ter um conteúdo bem pensado para, principalmente, nós futuros profissionais Médicos Veterinários que devemos notar o quanto a Medicina Veterinária Integrativa é essencial em situações comportamentais ou que visam o bem estar do animal. Certas vezes o que se usa na Medicina Veterinária Integrativa extrapola o que a Medicina Veterinária usual pode oferecer no prognóstico do animal, e o mesmo vale quando invertemos a situação. Chamamos de duas coisas diferentes algo que deveria ser único: ambos os elementos são partes integrantes da Medicina Veterinária.
Àqueles que tem curiosidade sobre o que é Medicina Veterinária Integrativa essa será uma ótima oportunidade para trocarmos conhecimento. Aos que já são familiarizados ao assunto, nosso encontro é certo dia 13 de setembro!
Atenciosamente,
Karolainy de Cassia Fernandes Pereira
Estudante do 8ª período de Medicina Veterinária
da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

A Rainha Cristina (Suécia), o Filósofo René Descartes (França) & a Glândula Pineal

Século XVI, a Rainha Cristina assume o trono de seu Pai, o Rei Gustavo II na Suécia. Linda, jovem e audaciosa, a Rainha Cristina foge de todos os paradigmas femininos da época, não só com seu jeito, características e vontades, mas sobretudo, por seu ímpeto em querer a paz entre Suécia e França (que estavam guerra civil e religiosa) através do conhecimento.

A Rainha Cristina era uma grande incentivadora dos livros, da música, da leitura, das bibliotecas públicas e do conhecimento científico e de suas emoções e espírito, pois ela acreditava que o conhecimento libertava. Ela tinha razão. Seu povo na ignorância ficava a mercê dos ditames da Igreja e de seus infiéis súditos e poderosos da época, que queriam apenas bebidas quentes e pão.

Ela fugia de sua rotina para suas leituras proibidas sobre a energia kundalini, sobre a explosão de criatividade advinda da energia sexual, sobre o poderoso sentimento do amor, das emoções e dos sentimentos, que eram anulados para garantir o controle sobre os povos. A repressão política e religiosa a estas questões, não foram capazes de detê-la. Assim, ela manteve por anos uma relação por cartas com o filósofo e cientista René Descartes.

Estas cartas eram enviadas secretamente por seu mensageiro de confiança, mas assinadas por ela, que recebia todas as respostas que buscava sobre o que era amor, sobre os sentimentos de ódio pela mãe que a abandonara e tentou matá-la, sobre seu amor profundo por outra mulher, sobre sua ligação com as estrelas e a natureza.

René Descartes escrevia-lhe rotineiramente, até que um dia foi ao seu encontro pessoalmente, quando foi questionado sobre o que era a ALMA, ou melhor, aonde a ALMA se alojava.

Na frente de algumas pessoas que foram permitidas pela Rainha Cristina, René Descartes disseca o crânio de um cadáver, e do centro de seu cérebro, remove uma estrutura pequena e arredondada, levanta ao alto e diz a Rainha: Vossa Majestade, essa pequena estrutura é a responsável por seu amor e seu coração, local aonde a sua alma se aloja. Damos a ela o nome de GLÂNDULA PINEAL = A Glândula da Alma.

Vários ensinamentos de René Descartes escritos no livro, As Paixões da Alma à Rainha Cristina, traziam profundas reflexões sobre a liberdade da alma e sobre o quanto a repressão causa agitações e inquietações do espírito. Ele tentava mostrar a ela que quando há amor, nossa respiração muda, o batimento do nosso coração muda, mas ele repetia que ela prestasse atenção principalmente nas expressões da face. Elas são os maiores indícios”.

A Rainha segue questionando o filósofo e pergunta: Qual a diferença entre amor e ódio? E ele lindamente a responde: “O ódio é um sentimento feio à alma”. Ou seja, a alma esta alinhada diretamente ao coração, e neste órgão não há espaço para o ódio, que só perturba e inquieta a alma.

Esse encontro de amizade e crescimento entre a Rainha Cristina e o filósofo René Descartes era a forma que encontraram de oxigenar suas almas que estavam sufocadas pela guerra e pela religião. Ela buscava entender suas emoções e seu amor, e ele buscava respirar conhecimento e avançar na ciência.

Será que a história ainda se repete? Será que quando segregamos técnicas da medicina moderna, não estamos tendo posturas de egrégoras repressoras que muitas vezes parte dos próprios cientistas e médicos? Será que as instituições atuais te ensinam a lidar com suas emoções e a colocá-las a serviço da cura? Será que nossos amores reprimidos são expressos sem retribuições e expectativas?

Creio que ainda estamos suspensos no tempo. Mas de todos os ensinamentos que René Descartes e a Rainha Cristina compartilharam, um é especialmente o resumo de como a Glândula Pineal trabalha. Ele diz, antes de morrer com uma suposta pneumonia, ele transmite a ela:

“Minha Rainha, para encontrarmos nossas verdades de alma, devemos remover todas as ideias que nos impuseram, e assim, reconstruiremos todo um novo sistema de conhecimentos…”

E, ela ao receber esse conhecimento em sua alma diz:

“Renuncio a tudo que sou para SER quem preciso ser…”

Assim, começam os primeiros entendimentos filosóficos e emocionais de como a Glândula Pineal funciona.

Com amor a todos
Dra. Carla Soares
Diretora do portal Soul Vet

Porque Devemos Falar Sobre Meditação na Medicina Veterinária?

A medicina humana e veterinária estão passando por um belíssimo momento de transição, onde duas questões de suprema importância neste ponto de mutação, estão sendo abordadas de forma científica e até acadêmica na área de saúde.

Uma delas é a espiritualidade clínica em seres humanos já sugerida como um dos aspectos da saúde traçados na Carta de Ottawa (1986) e através da Organização Mundial de Saúde/Código Internacional de Doenças. Outro aspecto que tem se observado é a direta necessidade que temos, como seres humanos e acima de tudo como médicos, de nos curarmos primeiramente de nossas dores da alma, que vem em primeira instância, através do autoconhecimento.

Assim, autoconhecimento e espiritualidade são faces de uma mesma moeda que estão destinadas a uma medicina mais coerente, humanitária e amorosa. Existem diversos caminhos para se alcançar autoconhecimento e espiritualidade, mas sem dúvidas, a meditação é um dos caminhos conhecidos mais antigos para se atingir com profundidade

Somente estas duas amplas abordagens já nos conduz a falar sobre Meditação na medicina humana e veterinária, e sobretudo, durante os primeiros passos de formação acadêmica.

A Meditação não é uma prática religiosa, muito embora ela possa ser adotada por algumas religiões como Hinduísmo, Budismo e filosofias como o Zen, Ioga, Confucionismo e Taoísmo. Meditar é contemplar-se a si mesmo. É tornar-se um observador de si. Meditar é ter intimidade verdadeira com seu Eu Maior.

Podemos definir meditação como uma técnica definida basicamente em duas etapas: definir uma âncora e permitir o relaxamento da lógica (falaremos mais a frente). Ela existe a desde 300 a.C – 1500 a.C, e tornou-se um ponto de pesquisas científicas e buscas por respostas de muitos pesquisadores, que começaram a estudar como funciona o cérebro de monges e meditadores.

Antigamente, os benefícios e fenômenos da meditação eram observados apenas no comportamento do meditador, que se tornava mais consciente e mais relaxado. Mas com o avanço da tecnologia, como a tomografia computadorizada e os eletroencefalogramas de ultima geração, foi possível se detectar quais partes exatas do Sistema Nervoso Central são ativadas e desativadas, e quais tipos de ondas cerebrais são emitidas a partir de um cérebro durante e depois da prática.

Algumas destas descobertas são relevantes de serem compartilhados. Estas notáveis descobertas podem ser detectadas após 8 semanas de prática.

– A massa cinzenta aumenta no córtex frontal (memória e foco nas decisões) – Sara Lazar (Neurocientista do Hospital de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard)

 – Aumento do giro cingulado posterior (memórias pretéritas) – Sara Lazar (Neurocientista do Hospital de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard)

– Aumento da área do hipocampo esquerdo, que nos possibilita maiores aprendizados, cognição e controle emocional –  Sara Lazar (Neurocientista do Hospital de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard)

– Aumento da Junção TemporoParietal (JTP), relacionada a compaixão, empatia e tomada de decisão, além da meditação liberar ocitocina, que aumenta ainda mais o sentimento de amor interno –  Sara Lazar (Neurocientista do Hospital de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard)

– Novas conexões neuronais na área da Ponte acontecem, e a amídagla diminui de tamanho, o que diminui o comportamento instintivo de medo e fuga –  Sara Lazar (Neurocientista do Hospital de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard)

Além disso, ondas cerebrais alfa e theta podem ser detectadas, nos conduzindo a um imenso universo existencial de compreensão de quem somos.

Se você pesquisar sobre o assunto, já conseguirá encontrar milhares de publicações científicas no PubMed e outras. Mas, gostaria de fazer referência ao Dr. Roberto Cardoso, Médico formado pela UnB com pós graduação na área, e autor de um livro que merece ser lido, que é “Medicina e Meditação: Um Médico Ensina a Meditar”, que já se encontra na terceira edição. Esta obra maravilhosa traz ensinamentos básicos e nos mostra a importância desta prática na medicina como indicação terapêutica.

Duas etapas da meditação são bem importantes, e mesmo que as vezes possamos encontrar nomenclaturas distintas sugeridas pela NCCAM – National Center For Complementar and Alternative Medicine, as duas etapas básicas da meditação são:

  1. Escolha de uma âncora (foco): algo que você possa escolher para focar (exemplo: fogo de uma vela, fumaça de um incenso, sua respiração, música, um ponto na parede, ou como brinca o Dr. Roberto Cardoso, no início até um elefante é valido)
  2. Relaxamento da Lógica é o nome que damos àquele momento que os pensamentos começam a vir de forma desordenada e confusa, e que cabe ao meditador apenas: relaxar, observar, não-julgar, não se prender, e o principal, não querer controlar a mente e os pensamentos. Deixa fluir e observe.

Feito essas duas etapas, as descobertas serão gradativas a medida que o meditador avança e persiste.

Mas o que isso tem haver por exemplo com a medicina veterinária? Tudo (risos).

– Famílias (tutores) que meditam são mais calmas, estáveis emocionalmente e mais amorosas, e, consequentemente,  os animais serão mais calmos e adoecerão menos;

– Animais gostam de se aproximar de pessoas que estejam meditando;

– Médicos veterinários que meditam conseguem estar mais conectados com o sentimento de amor, consolo, compaixão e entrega;

– Médicos veterinários e estudantes que meditam aumentam a capacidade de estudo, foco, concentração e lembrança. São menos estressados e mais felizes.

– Médicos veterinários e estudantes que meditam passam a se conhecer melhor, se desidentificando do ego, passando a ser mais assertivo e menos reativo a questões externas.

Desta forma, essa é a orientação. Não é fácil no início, mas certamente começaras a trilhar um conhecimento profundo sobre quem você é de fato, e acima de tudo, de direito. Não abra mão de saber quem tu és, porque uma vez sabendo essa informação, você será verdadeiramente um médico pronto para compreender o outro.

                                                           Um abraço fraterno e carinhoso
Dra. Carla Soares – Diretora do portal Soul Vet

Assistam abaixo uma bela entrevista do grupo S.O.S Veterinária falando sobre a necessidade do médico veterinário buscar se autoconhecer.

Entrevista na Rádio Mundial com Dr. Marcos Fernandes, Dra. Pétuli Consentini e Dra. Carla Soares.

(Compartilhamento de vídeo autorizado pela Rádio Mundial.)

 

Despertar

 
(Foto tirada de arte de rua em Botucatu/SP)

 Por que o medo do novo?
Por que nos aprisionar a certezas?
Por que tantos muros e barreiras?
É tempo de dissipar o medo
Abrir-se para as dúvidas
E seguir nos caminhos
Sem temer o vazio
Despir-se de julgamentos
Enxergar a Medicina
Além do que o sistema ensina
Libertar os pensamentos de padrões
E suas precipitadas conclusões
COMPREENDER – é preciso
Para que seja possível
A construção de pontes
E a integração
Com novos horizontes
O que houve e esteve
Com o que pode haver e ser
Conexões de mentes,
Consciências
E diferentes saberes
Buscar a essência dos conhecimentos
Reinventar a Ciência

Giovanna Serra Santalucia
Estagiária do portal Soul Vet
Estudante de Medicina Veterinária da UNESP – Botucatu/SP

A Cura Por Meio da Alimentação Natural

“Tenho um depoimento bem válido sobre essas lesões de seu cachorro, meu sheltie, o Dovahkiin, tem 5 anos e desde o 1º ano começou a apresentar esse tipo de lesão na pele, fomos a meia dúzia de vets, dermatos, e foi um longo processo até o último diagnóstico.

Ele teve que tomar bastante antibiótico no processo, pois a pele dele ficava com muita lesão e descamação, queda de pelos e a barriguinha tava quase sempre cheia de feridinhas, em carne viva, apesar da nossa dedicação.

Fizemos todo tipo de exame, retiramos todas as possíveis causas de alergias, passando por troca de rações (hills, royal canin, todas as melhores hipoalergênicas), tirando todo e qualquer petisco por 6 meses, mudando de material de limpeza para produtos neutros, testando shampoos especiais e frequência de banhos e nada de ele melhorar (tudo ao mesmo tempo, por um bom período).

Após vários testes, uma dermato o diagnosticou com piodermite primária. Por ser primária, ou seja, sem causas secundárias (atopia, alergias, parasitas, doenças fúngicas, doenças hormonais), significaria um defeito imunológico primário.

Como não queríamos dar antibiótico nem mesmo no esquema da pulsoterapia, ela orientou que déssemos o único antígeno bacteriano licenciado que existe para tratamento da piodermite primária, o Staphage Lysate (produto importado que só vende no site próprio, 2 injeções por semana que eu dava ao preço de MIL reais por cada 10ml, acredita?), além de ômega 3 e outros suplementos de imunidade. Não era garantido funcionar, mas assim fizemos por uns 2 anos, ele ficou razoavelmente bem, teve recaídas, mas as lesões reduziram muito, só que nunca sumiram totalmente.

Se ele ficasse sem o antígeno 1 semana, o cachorro se enchia de lesões e descamação. Era uma tristeza. Após essa monografia, vamos agora para o final feliz da história, rs.

Lembra quando eu disse que havíamos tentado tudo para eliminar as possíveis fontes de alergia? Estávamos enganados. Não havíamos tentado alimentação natural. E não tentamos porque todos os veterinários que consultamos (menos um, vale dizer) disseram que, se a ração hipoalergênica não eliminou a alergia, a causa certamente não seria alimentar.

Eles estavam errados. Demos as melhores rações hipoalergênicas, e no entanto, com uma semana de alimentação natural, o Dovahkiin reviveu, ficou totalmente curado, sem NADA de lesão, e pela 1ª vez em 2 anos estamos há 2 meses sem dar o antígeno a ele.

A AN que damos é crua, da Pets Kitchen, carne certificada para consumo humano com osso, vísceras, hortaliças e alguns legumes triturados e congelados, sem conservantes.

Toda quarta me entregam aqui no CA e não tenho trabalho nenhum fora descongelar. Desculpa por escrever esse livro (hahaha), mas é uma felicidade indescritível para mim poder contar essa história, e sei que muitos podem ter esse problema em casa com seus companheirinhos, bom, é isso! Se quiser saber mais, pode me procurar.”

 Dr. Kleber Felizola
(Médico Veterinário Nutrologo e proprietário da Pets Kitchen)
Relado encaminhado pelo Dr, Kleber por um dos seu clientes

Vim encontrar o SENTIDO

Um amigo – que, para mim, foi também professor – sempre me perguntava: “o que você vê, mas não enxerga? Ouve, mas não escuta?”. Nesse caminho da Medicina Integrativa/Holística escuto o sentido, enxergo possibilidades de cura e o horizonte se expande.

A motivação é o combustível para que os pés busquem novos trajetos e, então, os passos ficam mais leves quando encontram sentido, o brilho no olhar acende e uma chama aquece o coração. Nesse momento, aprendo sobre energia e sinergia, sobre uma Medicina que, além de Integrativa, é Holística, sobre terapias que ainda não sabia que existiam e sobre as que sabia, mas que pouco conheço.

Despertam a sede por conhecimento e a vontade de me aprofundar nessas águas da Medicina. Grita uma necessidade de abrir as portas e janelas e compreender o mundo que há em cada uma delas. Está aí o sentido.

Giovanna Serra Santalucia
Estudante de 5º ano de Medicina Veterinária da UNESP de Botucatu/SP

Solstício de Inverno e a Medicina Veterinária: Uma Cosmovisão dos Cuidados e Adoecimentos

A medicina sob uma ótica integrada às leis da natureza e cósmicas deve ser respeitada.

O solstício de inverno é um fenômeno cosmológico que acontece em momentos diferentes nos hemisférios norte e sul, mas em ambas as partes, é um fenômeno particular que é cultuado e respeitado em diversas culturas, como os Celtas e os Chineses.

Atualmente, no Ocidente, tem se dado uma atenção aos aspectos influenciadores do Solstícios em nossas vidas. Quando estamos conectados a nós e a natureza, conseguimos sentir naturalmente e intuitivamente essas forças, e com isso, nos alinhamos aos seus aspectos energéticos.

O solstício de inverno teve seu início no hemisfério sul em 21 de junho, e isso significa que o sol encontra-se em sua angulação máxima de distância da linha do equador, o que torna as noites mais longas e os dias mais frios.

Para a Medicina Tradicional Chinesa, o solstício de inverno (Dong Zhi) que no Oriente e Ásia ocorrem em dezembro, significa que estamos sob a influência predominante, mas não exclusiva, da energia Yin. O que isso quer dizer?

Que sob os aspectos clínicos, os seres ficam mais quietos, mais introspectivos, havendo necessidade de uma diminuição dos ritmos e das atividades. É um momento de reflexão, de recolhimento e de descanso, inclusive para os animais. Não force-os. Devemos respeitar esse momento com muito amor.

Com a predominância da energia Yin, devemos olhar para nós e para os animais com um cuidado especial ao funcionamento dos rins, bexiga, pulmões e articulações, sobretudo, em pacientes geriátricos. O elemento que rege esse momento e essa energia é a água.

Para mantermos um equilíbrio neste período, devemos aquecer nosso corpo e dos nossos animais. São indicados chás, sopas e caldos e o fornecimento de alimentos bem líquidos e aquecidos.

Tratamentos integrativos que aqueçam são os mais indicados, como o uso de Moxabustão, de Cones, de Pedras Quentes (Medicina Tailandesa e Indiana). Na alimentação nossa e dos nossos animais, são indicados alimentos que aqueçam, como gengibres, canelas, brócolis, legumes e sementes oleaginosas.

Numa visão ainda sistêmica e integrada, o ambiente (nossa casa) devem ser cuidados para que todas essas energias possam ser acolhidas e potencializadas.

Assim recomenda-se óleos essenciais para limpeza da casa com mirra, canela e cedro. O aroma pode ser sinergeticamente melhorado através de incensos de mirra e cedro. Banhos e escalda pés com alecrim, hera, canela, folhas de laranja e limão são os mais indicados, tanto para você, como para seu animalzinho.

O solstício de inverno é um período de morte e renascimento, de celebração do continuum que é a vida. Cuide deste momento tão especial, e procure médicos veterinários, médicos humanos e terapeutas que estejam em sintonia com uma medicina cósmica e multicultural, pois tudo pode ser aproveitado de forma a potencializar sua saúde e não as doenças.

Dra. Carla Soares
Médica Veterinária Holística/Integrativa
Diretora do portal Soul Vet

A Descoberta da Dermatologia na Visão da Dra. Camila Pimentel

Há 15 anos descobri a dermatologia veterinária ao lado da grande referência nacional, Dr. Ronaldo Lucas. Ele me mostrou o quão magnífica é essa especialidade e fez com que me apaixonasse por ela. Aos poucos a paixão se tornou amor.
Nesta jornada de cerca de 12 anos me dedicando a dermatologia, descobri que existem muitos fatores escondidos abaixo da pele e que precisamos enxergá-los para poder solucionar os mistérios da dermatologia.
Por isso, além da alopatia, passei a estudar e utilizar a nutrologia e a ozonioterapia para o tratamento das dermatopatias.  E com isto o resultado não poderia ser diferente… mudança da minha vida, respostas terapêuticas  surpreendentes, pacientes bem e tutores satisfeitos.
Neste meu caminho, conheci e pude acompanhar o Dr. Lamberto Re, referência mundial em ozoniterpia, por 22 dias na Itália. Muita experiência de vida e profissional.
Camila Bianco Pimentel
Dermatologia veterinária
CRMV-SP 13.310