A Rainha Cristina (Suécia), o Filósofo René Descartes (França) & a Glândula Pineal

Século XVI, a Rainha Cristina assume o trono de seu Pai, o Rei Gustavo II na Suécia. Linda, jovem e audaciosa, a Rainha Cristina foge de todos os paradigmas femininos da época, não só com seu jeito, características e vontades, mas sobretudo, por seu ímpeto em querer a paz entre Suécia e França (que estavam guerra civil e religiosa) através do conhecimento.

A Rainha Cristina era uma grande incentivadora dos livros, da música, da leitura, das bibliotecas públicas e do conhecimento científico e de suas emoções e espírito, pois ela acreditava que o conhecimento libertava. Ela tinha razão. Seu povo na ignorância ficava a mercê dos ditames da Igreja e de seus infiéis súditos e poderosos da época, que queriam apenas bebidas quentes e pão.

Ela fugia de sua rotina para suas leituras proibidas sobre a energia kundalini, sobre a explosão de criatividade advinda da energia sexual, sobre o poderoso sentimento do amor, das emoções e dos sentimentos, que eram anulados para garantir o controle sobre os povos. A repressão política e religiosa a estas questões, não foram capazes de detê-la. Assim, ela manteve por anos uma relação por cartas com o filósofo e cientista René Descartes.

Estas cartas eram enviadas secretamente por seu mensageiro de confiança, mas assinadas por ela, que recebia todas as respostas que buscava sobre o que era amor, sobre os sentimentos de ódio pela mãe que a abandonara e tentou matá-la, sobre seu amor profundo por outra mulher, sobre sua ligação com as estrelas e a natureza.

René Descartes escrevia-lhe rotineiramente, até que um dia foi ao seu encontro pessoalmente, quando foi questionado sobre o que era a ALMA, ou melhor, aonde a ALMA se alojava.

Na frente de algumas pessoas que foram permitidas pela Rainha Cristina, René Descartes disseca o crânio de um cadáver, e do centro de seu cérebro, remove uma estrutura pequena e arredondada, levanta ao alto e diz a Rainha: Vossa Majestade, essa pequena estrutura é a responsável por seu amor e seu coração, local aonde a sua alma se aloja. Damos a ela o nome de GLÂNDULA PINEAL = A Glândula da Alma.

Vários ensinamentos de René Descartes escritos no livro, As Paixões da Alma à Rainha Cristina, traziam profundas reflexões sobre a liberdade da alma e sobre o quanto a repressão causa agitações e inquietações do espírito. Ele tentava mostrar a ela que quando há amor, nossa respiração muda, o batimento do nosso coração muda, mas ele repetia que ela prestasse atenção principalmente nas expressões da face. Elas são os maiores indícios”.

A Rainha segue questionando o filósofo e pergunta: Qual a diferença entre amor e ódio? E ele lindamente a responde: “O ódio é um sentimento feio à alma”. Ou seja, a alma esta alinhada diretamente ao coração, e neste órgão não há espaço para o ódio, que só perturba e inquieta a alma.

Esse encontro de amizade e crescimento entre a Rainha Cristina e o filósofo René Descartes era a forma que encontraram de oxigenar suas almas que estavam sufocadas pela guerra e pela religião. Ela buscava entender suas emoções e seu amor, e ele buscava respirar conhecimento e avançar na ciência.

Será que a história ainda se repete? Será que quando segregamos técnicas da medicina moderna, não estamos tendo posturas de egrégoras repressoras que muitas vezes parte dos próprios cientistas e médicos? Será que as instituições atuais te ensinam a lidar com suas emoções e a colocá-las a serviço da cura? Será que nossos amores reprimidos são expressos sem retribuições e expectativas?

Creio que ainda estamos suspensos no tempo. Mas de todos os ensinamentos que René Descartes e a Rainha Cristina compartilharam, um é especialmente o resumo de como a Glândula Pineal trabalha. Ele diz, antes de morrer com uma suposta pneumonia, ele transmite a ela:

“Minha Rainha, para encontrarmos nossas verdades de alma, devemos remover todas as ideias que nos impuseram, e assim, reconstruiremos todo um novo sistema de conhecimentos…”

E, ela ao receber esse conhecimento em sua alma diz:

“Renuncio a tudo que sou para SER quem preciso ser…”

Assim, começam os primeiros entendimentos filosóficos e emocionais de como a Glândula Pineal funciona.

Com amor a todos
Dra. Carla Soares
Diretora do portal Soul Vet

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