Ser Mãe

Nunca desejei ser mãe de um humano. Acreditava que minhas necessidades maternais eram preenchidas pela minha cachorra Mel, aliás, na alegria ou na tristeza, lá estava ela suprindo minhas carências e me afastando do que eu mais tinha dificuldade que era os relacionamentos humanos.

Até que um dia, fiquei grávida com 35 anos sem planejar, sem a perspectiva de casar ou mudar de emprego ou trabalhar exclusivamente com o que amo que é a homeopatia e os Florais da Amazônia. Profissionalmente eu sabia o que queria mas estava me estruturando com certa dificuldade porque tinha mudado de área.

Nessa ocasião lembrei-me de uma passagem em um trabalho espiritual, no qual recebi a mensagem que seria mãe mas perderia minha Mel. Esse foi o dia que mais chorei na vida e olha que sou do time das choronas rs. Porém era uma lembrança que estava guardada em minha memória e que ressurgiu com muita força.

No ano em que engravidei (2013) fui para a Amazônia e surgiu uma possibilidade de realizar um sonho antigo de passar uma temporada na floresta, estudando os florais e trabalhando com os animais. Era tudo que eu queria para minha realização pessoal e para sinceramente fugir da cidade e ter um outro estilo de vida.

Então entrei em parafuso. Sem perspectiva de casar, de mudar de emprego, não realizar meu sonho amazônico e ainda perder minha filha canina!

A idéia de ter um filho nessas condições não me agradava nem um pouco. Não tive aquele ânimo de comprar e organizar as coisas do bebê, me cuidar, escolher um nome. Eu chorava de preocupação, vomitava muito, quase todos os dias até no parto. Porém sempre tive um senso de responsabilidade muito forte e sabia que precisava curar certos padrões para ser uma boa mãe.

O Francisco, nome escolhido pelo pai, nasceu no dia em que o Brasil perdeu de 7×1 para Alemanha em uma Casa de Parto. Confesso que nesse momento eu amava muito mais a minha cachorra do que aquele ser. A minha grande preocupação era chegar em casa e apresentar um bebê para a minha bebê véia.

A Mel que era cardiopata foi piorando até que com 40 dias de vida do Francisco, ela fez a passagem em meus braços, com 15 anos. Que dor! Sofri muito durante uma semana e depois consegui virar uma chavinha dentro de mim que me trouxe muita força de superação, entendimento e conforto. Essa transformação foi fruto do estudo da espiritualidade dos animais, dos florais que tomei durante anos, da minha busca pelo entendimento e expansão da minha consciência e da força divina que com certeza recebi.

A Mel me ajudou muito a ser uma mãe mais consciente hoje, a não errar tanto como errei no passado e entender que estou criando um ser para o mundo, sendo que minha função além de amar incondicionalmente, é ajudá-lo a cumprir o seu propósito de vida em seu sentido mais pleno.

Com o nascimento do Francisco fui trabalhar à noite para não colocá-lo o dia inteiro na creche e fui realizando os minhas consultas como especialista conforme era possível. Chegava do plantão, pegava-o na porta de casa e amamentava na creche mesmo (isso a partir de 1 ano e meio). Ele me acompanhou em vários atendimentos. Quando minha mãe não podia ficar com ele, levava-o comigo. A primeira vez estava com 5 meses e foi na cadeirinha de bebê. Agradeço muito as tutoras que me ajudam muito com a compreensão da situação e carinho com meu filho humano.

Contudo, foi depois do Francisco que tive algumas conquistas profissionais importantes. Consegui tirar meu título de especialista em homeopatia estudando nos pequenos intervalos disponíveis, iniciei meus estudos na nutrologia que foi um grande incremento na minha prática clínica e ainda esse ano finalizo meu processo de certificação para me tornar uma multiplicadora dos Florais da Amazônia. Além de conseguir montar meu consultório esse ano.

Portanto, todo aquele sentimento de que meu mundo tinha acabado foi superado e hoje com toda convicção posso afirmar com clareza na mente e no coração que o Francisco é a luz da minha vida, um grande presente de Deus!

Gratidão especial à Mel, ao Francisco e à minha mãe que sem a força e ajuda dela não contaria essa história.

Dra. Juliana Belé
Médica Veterinária Integrativa Homeopata
e mãe do Francisco 😍

7 respostas para “Ser Mãe”

  1. Lindo ver o amor e dedicação que sempre teve com a nossa Melzinha e com o Francisco. Evoluindo e aprendendo sempre! Me inspiro na sua força! Te amo imensamente assim como suas sobrinhas!❤

  2. Muito emocionante seu relato Ju. Como amiga acompanhei de perto essa transformação e é lindo ver o aprendizado que a Mel trouxe… Superação e consciência! Compartilhar sua experiência é de grande ajuda p/ aprendermos à amar nossos animais com equilíbrio! Parabéns por ser excelente mãe e profissional brilhante!

    Feliz dia das mães…

    Beijos

  3. Juuuu, um relato forte e profundo. Muita gratidão por compartilhar aqui nesse espaço que esta seguro por muitos guardiões. Eles desejam um planeta vivo. E só com nossa expressividade máxima conseguiremos torna-lo vivo.

    Um beijo imenso
    Carla

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