Obesidade em Animais sob a Perspectiva da Medicina Veterinária Integrativa

A obesidade é uma doença inflamatória generalizada, de curso crônico e etiologia multifatorial. Por toda esta vastidão de origens e comorbidades, sua abordagem pelo médico veterinário deve ser primordialmente integrativa/holística e sistêmica/familiar, uma vez que não estamos tendo sucessos longos quando apenas reduzimos quantidade/calorias dos alimentos ou alteramos a ração.

A análise deve ser mais profunda, despendendo muita atenção do médico veterinário, que deve ter um olhar amplificado. Assim, é importante termos em mente as condições hormonais do paciente, as cargas de atividade prévias e estabelecidas, as condições cardíacas, as condições emocionais e psíquicas do animal e de sua família (verificar junto a ela se já tem condições financeiras e tempo para aceitar a proposta terapêuticas e fazer os ajustes), e devemos também, e além de tudo isso, verificar as condições músculo-esquelética do paciente, que pode estar comprometida com dores advindas do sobrepeso, ou mesmo o contrário, onde as vezes, uma dor crônica não identificada, pode leva-lo ao sedentarismo, e a obesidade ser causa secundária.

Após um planejamento nutricional feito especialmente por um médico veterinário ou zootecnista nutrólogo, que deve além das calorias, verificar a qualidade e balanceamento dos alimentos selecionados. Vale ressaltar que alguns alimentos, ditos funcionais, serão certamente indicados por um médico veterinário nutrólogo atento e cuidadoso, haja vista, que temos uma lista de alimentos termodinâmicos que podem acelerar o metabolismo, e outros que podem reduzir a fome. Enfim, vasto universo.

Além da linha primária que seria a NUTRIÇÃO/NUTROLOGIA para o tratamento de pacientes obesos, outras abordagens devem ser incluídas, como: Fisioterapia, Reabilitação e Acupuntura são abordagens que não devem faltar, especialmente para os pacientes com quadros de dor, para monitoramento das atividades físicas sem prejuízos por excessos ou faltas. E, se ainda houver alterações hormonais, estas devem ser tratadas com prescrições adequadas.

Suplementações que conduzam o animal a um estado de bem-estar devem ser recomendadas pelos nutrólogos, e se, percebendo sinais de ansiedade, irritação ou mesmo depressão, nossos pacientes devem ter uma abordagem terapêutica com homeopatias, reiki e florais.

Se o paciente obeso ainda necessitar de drenagens não invasivas, recomendo a utilização da Medicina Tradicional Tailandesa, com a aplicação de Tok Sen, que ajuda a o sistema linfático a cumprir sua importante função.

Pacientes cardíacos e geriátricos devem receber atenção redobrada, pelas óbvias necessidades particulares.

Para os pacientes que passam muito tempo sozinhos, o médico veterinário deve ainda desenvolver atividades de enriquecimento ambiental, para que o animalzinho não fique irritado, ansioso e muito tempo ocioso.

Parou por ai? Nãoooooo. O médico veterinário integrativo e holístico, deve ainda ter uma empatia perceptiva para verificar sem JULGAMENTOS e com muito acolhimento, se a família humana do animalzinho tem condições (de tempo e financeira) para o tratamento do paciente.

Para isso,  existem coachs veterinários (como a Dra. Daniela Rosa), que faz uma trabalho maravilhoso ajudando tanto o médico veterinário a ter sucesso em seu protocolo estabelecido, como a família do animalzinho a conseguir a cumprir com o programa e as dificuldades de tratamentos como este, que são longos e por vezes, extenuantes, tanto ao paciente como para a família, que passa a ter participação ativa no tratamento.

Parece bem complexo e dispendioso,  não é?

Só que podemos encontrar, às vezes, todas estas abordagens em um só profissional. E, quando não, às vezes, com a ajuda de mais um colega da medicina integrativa, já conseguimos, todas as abordagens acima sugeridas.

As vezes, todo o tratamento se inicia com a medicina convencional e com a colaboração de um médico veterinário integrativo, as vezes é o inverso. Não importa, o mais relevante são as colaborações, as ajudas, e as abordagens que agem por sinergia.

Para as pessoas não se assustarem, em geral o custo é quase o mesmo, quando se aborda o paciente unicamente com a alopatia e com a medicina clássica, do que só com a medicina integrativa.

Uma não é melhor e nem pior que a outra. Tudo vai depender da afinidade do tutor, e dos acessos que as pessoas têm ou não a medicina veterinária integrativa ou a medicina convencional.

Tudo é bem-vindo, porque o foco jamais deve ser perdido: o amor, a compaixão e o paciente, não a doença e os egos pela medicina “melhor”.  Não há melhores. Há formas… e todas são belas e úteis. Todas, sem exclusão.

Um abraço gordinhooooooooo para todos vocês
Dra. Carla Soares
Diretora do Portal Soul vet

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