Como se posicionar?

Eis uma questão….
Diante de tantas coisas, me fez refletir como me coloco no mundo.
Gostos? Preferências? Certo e errado?
Melhor? Pior?

Fomos construídos e nos construímos por percepções e ideias que talvez não nos pertençam, são as crenças e imposições, a educação, a cultura, a sociedade..
Vivemos de escolhas, temos sempre que escolher se esquerda ou direita, entre um pensamento ou outro e assim vai, e a lista não acaba.

Somos mutáveis, tudo é mutável.
Partindo desse ponto, as escolhas mudam de acordo com o tempo, pessoas e situações.
Uma coisa que não me agrada muito é ficar dentro de rótulos ou parâmetros como se eu tivesse que me encaixar  em algo ou simplesmente sentir como se fosse obrigação escolher um polo para as pessoas terem uma definição a meu respeito.

Não me agrada, porém a sociedade está funcionando nos categorizando.
As pessoas estão se baseando em outras pessoas e muitas vezes se posicionam de acordo com o outro.
Temos preferências em tudo, porém isso não quer dizer que estamos presos para sempre numa preferência.
Assim posso dizer em relação aos meus pensamentos:
O que creio como verdade, até  encontrar ou experimentar outra verdade e compreender como fato, levarei como referências minhas, ou seja, meu parâmetro.
São verdades e pensamentos que podem mudar sim, não estou falando de bipolaridade e sim de mutação.

Todo esse processo é pessoal, é por meio do autoconhecimento e visão que podemos melhorar de acordo com as experiências.
Só nós mesmos podemos nos reconstruir (desconstruir).

Espírito livre, essa é a minha definição.
O que seria a liberdade nesse mundo?
A escolha pode ser na extremidade?
Sim, se assim o espírito estiver precisando no momento acho que é válido para o nosso crescimento.
De qualquer forma, o uso do livre arbítrio deve ser harmonioso e de escolha que ressoa com o coração.

O coração simplesmente indicará o caminho a seguir.
Esse caminho não pode ser de inflexibilidades, sempre haverá um meio.
A melhor solução para cada situação.
A melhor escolha também.

Como se posicionar….
Menos fixação de pensamento e julgamentos, ouvindo o que queremos no momento dependendo da situação e com muito discernimento.
Sempre fui meio contra a expressão “tenho que..”.
Cada coisa no momento certo, existe o fluxo e a individualidade.

Ah! E rótulos…. esqueçam os rótulos.
Premissas inúteis.
Muitas vezes as pessoas nos enxergam dentro dessas premissas.
Japonês é inteligente… nem todos, não me acho inclusive.
Chef de cozinha sabe tudo de cozinha…mentira, não somos obrigados a saber de tudo nem mesmo dentro da especialidade.

O que é o certo? O que é o errado?
Qual gosto ter? O que escolher?

Sensação de segurança e aceitação ao se auto rotular? Andar em grupos ou sozinho?

Primeiramente, não se perca nas suas escolhas.
Somos bombardeados por informações por todos os lados, filtrar as informações é necessário.

Somos o que somos e pode crer que na melhor versão possível nessa reencarnação, já sabemos pelo menos distinguir algumas coisas.
Aprender a dizer não também faz parte, quantas vezes dizemos sim com medo do olhar de rejeição ou simplesmente e somente para agradar?

Uma dica a seguir é termos mais sensibilidade ao fluxo em cada situação e momento.
Novamente entra a questão do ser.
Ser mais sensível e fiel ao que desejamos mesmo se for errado, é questão de ser responsável pelo que fazemos.
Tudo eu posso, mas nem tudo me convém.
Difícil separar a dualidade, mas tudo é uno.
O método analítico sobre a necessidade, a prioridade e foco.  Mas usando na maior parte a percepção.

Muitos confundem isso com egoísmo, mas não é.
É questão de ter personalidade, vibrar no Eu superior, na consciência, sobretudo pelo coração.

É muito particular de como devemos agir perante as coisas.
Mas há uma reflexão de como nos posicionamos, consciente ou inconscientemente, pelos hábitos negativos ou não, usando comportamento de fuga ou luta, ou simplesmente forçando a força de vontade?
Eu escolho tentar o caminho do meio, tentar ser a água, mas ser o fogo caso necessário.

Nós podemos e devemos sempre estar centrados quando estamos diante de uma situação de decisões.

Com pequenas decisões como a cor da blusa?

Ora, vamos decidir como nos sentimos a cada momento?

Café puro ou com açúcar?

Vou lá perguntar pro céu e já volto!

Kazuho Suo
Revisão de texto: Fernanda Rena de Oliveira

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