A prisão invisível criada para nós e por nós

Você é livre de verdade?

 Quando me fiz esta pergunta, percebi o quanto eu estava presa num emaranhado de crenças limitantes ancestrais, minhas próprias, e do superego repressor do inconsciente coletivo, nas quais eu nunca havia me dado conta. Percebi também que haviam muitos medos, muitos julgamentos, muitos apegos e muitas outras coisas sociais que me aprisionavam de forma invisível.

Coisas simples como: “Para você vencer você tem que sofrer”; “Amor verdadeiro só conhecemos tendo filhos e de preferência antes de X idade”, “Não devo me vestir assim ou assado”, “Amores distantes não duram”, “Para ser feliz tenho que ter coisas ou viver numa praia deserta”, “Estar sozinha é sinônimo de solidão”, “Para ser um bom profissional eu tenho que estar num grande centro”, “Se eu decidir por esta especialização, vou ter que segui-la até o fim”, “Profissionais competentes têm pós-graduação”, “Pessoas mais velhas, não tem tempo de recomeçar”, “Não posso confiar no meu colega que ele me passa a perna”, “Se eu me derreter com meu paciente ou sorrir demais para as pessoas, elas não vão me levar a sério”.

Enfim, a lista não para e é interminável. Tudo para que com o medo de tantas coisas, não saiamos de nossa mortificante “zona de conforto”, e fiquemos cada vez mais identificados com o Ego.

Para estar aqui hoje conduzindo esse imenso projeto, eu passei por todas essas dúvidas, que são tão cabulosas, que um dia tive que dar um basta. Tive que me fechar para balanço, me desconstruir (soltar, desapegar), e fazer a seguinte pergunta: Quem foi que me contou essas histórias? Quem me disse que tem que ser assim? Quem? E mais, por que eu tenho que acreditar nelas?

Bom, foi quando através de muita meditação, percebi que essas respostas e crenças não vinham de mim.  Decidi seguir o que é emanado da minha essência, e fiz tudo ao contrário e do meu modo.

Me coloquei em movimento e em muitas vezes eu me senti “nua” por não ter mais minhas crenças. Uau, isso sim é sair pelado no frio!!

Porque automaticamente, no início deste processo de se desconstruir, você se sente tão inseguro, que já quer se apegar a tudo que considera sua “nova versão”. Só que isso também não dá certo.

Percebi que não ter as crenças e medos antigos, poderiam me conduzir ao apego do mesmo jeito, só que com as “novas” crenças e os meus “novos” medos. E, desta forma, percebam que o importante não é ter antigos ou novos paradigmas, e sim não se apegar a nada, apenas observar com olhos neutros. De preferência até com o terceiro olho (glândula pineal, que inclusive possui células retineanas).

Estar com o olho que tudo vê, sem apegos, faz sentir-nos exatamente pelados, no frio, porém, sem ter a veemente necessidade de sair correndo para pegar o primeiro “casaco” que aparece em nosso caminho, só para não ficar num desconforto inicial de não ter com o que se agasalhar.

Desta forma, compreendi que a vida não exige que nos prendamos a nenhuma forma-pensamento. Entendi que eu deveria apenas soltar, e não me agarrar em mais nada que me fosse auto-imposto e não partisse da minha essência. Entendi o que é SER verdadeiramente livre e viver essa liberdade com consciência. Eu valido as minhas experiências, são elas que compõe a minha história. São elas que servem para mim e não para você e quanto mais para o todo.

Assim, conduza a sua história pelas sua consciência e suas necessidades e intuições, sem ir pelo paradigma do coletivo e do inconsciente. Um dos pontos principais para vivenciar esta liberdade é a confiança em si, um pouco de solitude (se sentir confortável sozinho) e o silêncio interior.

E vou te falar. Não é fácil, mas perdi um uns 500 kg e ainda ganhei asas!

                                                                           Um abraço
Carla Soares
Médica Veterinária

Clique aqui e assista ao vídeo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.