Existir é coisa de doido

Esse tema me veio quando li o status da minha sobrinha no WhatsApp.
Isso me levou a uma reflexão sobre o início de uma vida profissional, de uma tentativa de carreira em um mundo altamente capitalista. E, em seguida, o sentido e a diferença entre existir e ser.

Existir e ser…
Existir é aparecer no meio em que se atua, recebendo reconhecimentos, se consolidando como um excelente profissional, tornar-se visível ao mundo, ser notado pelos talentos, é ter um alfa plus, ter um diferencial. Quando não somos notados e tornamos “invisíveis” aos olhos de quem não se sensibiliza ou se importa, não faz a menor diferença se possuímos alguns talentos ou alfa plus.

A percepção muda de acordo com o interesse de cada um, valores, crenças e direcionamento do momento. A existência se torna real com o grau da percepção, da atenção, logo, o que não se percebe, não existe e vice-versa (na visão material).

Com o avanço da tecnologia, tornou-se fácil “aparecer” por meio das redes sociais, das jogadas de marketing pessoal e profissional, etc, a comunicação é mais rápida, o contato. Se cortássemos quaisquer mídias sociais, será que as pessoas conseguiriam nos “notar”?
Como fariam para se conectarem um ao outro?
Será que nós existiríamos, ainda que no mundo virtual?
Há uma troca de valores, na qual satisfazer ao desejo do outro se torna um dos meios para aparecer e receber visibilidade da existência.

Preencher todos os pré-requisitos do mundo material para existir e ter valor  realmente é coisa de doido. O conceito imposto na sociedade atual tira um pouco da individualidade, da expressão única do ser. Vivemos em um mundo sem conexões mais profundas, onde a importância está no lucro das empresas, nos tornamos seres opacos de pouca utilidade e importância.

Quando fazemos as coisas com certo propósito de coração, o bem, o auxílio, estamos criando caminhos onde mesmo que haja essa exigência da sociedade passamos a equilibrar entre os dois lados. O lado da necessidade primordial da sobrevivência na matéria e o lado espiritual, que é  de enfrentarmos adversidades como aprendizado e reparação para evoluirmos.
Não necessariamente isso significa que é atendermos a tudo e a todos, mas com a atenção voltada ao meio que criamos e na consciência coletiva.

Passamos ser a existência em si com uma visão mais holística e as nossas prioridades acabam influenciando beneficamente ao mundo material em que vivemos. Pois estaremos mais em nós, a questão da visibilidade já não nos importará tanto quando somos. Seremos mais para aqueles que enxergam mais amplamente e sentem direcionados para o mesmo fluxo, definitivamente forçar a existir não é o caminho da harmonia.

Muito limitante essa visão de crer somente no visível. É de extrema sabedoria saber viver contemplando o que já possuímos e também entender que podemos escolher até onde preencheremos os pré-requisitos da visão materialista. Pela Lei do Universo, se vibrarmos alto e fazermos as coisas por amor, automaticamente as pessoas serão atraídas nessa frequência sem forçarmos.

Escolher o que nos escolheu.
Aceitar os talentos que temos.
Sentir o que o coração nos diz para fazermos.
Equilibrar o ser, estar, existir e aceitar os outros como são talvez sejam o desafio maior do ser humano nessa jornada no mundo material.

Kazuho Suo
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3 respostas para “Existir é coisa de doido”

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